Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 13/08/2021

Na escultura ‘‘Venus de Willendorf’’, é retratado um corpo que, na época de criação, era cultuado como ideal de beleza: quadris largos e seios volumosos. Em contrapartida, na atualidade, a gordofobia é um problema que, embora recorrente na sociedade, não é debatido como deveria. Sendo assim, a padronização dos corpos atuais, destoa da de outrora, contribuindo para o preconceito contra fisionomias gordas.

Nessa perspectiva, é válido mencionar que o tema é pouco debatido nas escolas, instituição de grande importância para a formação do indivíduo social. Isso pode ser explicado através da lógica foucaultiana, em ‘‘Vigiar e punir’’, na qual caracteriza a escola como uma ‘‘instituição adestradora’’, sendo comparável a uma prisão. Desse modo, não há espaço para os alunos debaterem assuntos que tangenciam a temática acadêmica, devido à hierarquia entre docentes e estudantes.

Ademais, é pertinente ressaltar que o panorama supracitado tem como consequência a perpetuação de discursos gordofóbicos em diversos ambientes e em todas as faixas etárias, incluindo crianças. Assim, essas pessoas ficam mais sucetíveis à doenças psicológicas, como depressão e ansiedade. Tal fato foi comprovado na pesquisa do Psychiatric GWAS Consortium, afirmando que cerca de 59% com obesidade também sofrem com transtornos mentais.

Infere-se, portanto,  que medidas são necessárias para solucinar o impasse. Sendo assim, é dever do Ministério da Educação inserir debates semanais obrigatórios acerca de temas sociais, incluindo a gordofobia. A fim de que todos entendam a seriedade do problema, profissionais como psicólogos e nutricionistas deverão orientar os alunos, contribuindo para a formação social deles. Somente assim, a sociedade será, cada vez mais, livre de preconceitos.