Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 16/08/2021
Durante a Europa do século XVI pessoas gordas eram sinônimo de riqueza, pois, era um período critico nesse e para ter esse corpo significava ter mesa farta, coisa que não acontecia com facilidade. Atualmente, isso deixou de ser elogiado e passou ser uma forma de descriminação, de bullying, principalmente com a implantação do padrão corporal ditado pela moda e pelas redes sociais. Nesse contexto, é necessário observar o porque a sociedade continua a propagar essa discriminação e como a gordofobia afeta a pessoa com o corpo fora do padrão no Brasil. .
Em primeira análise, é fundamental observar que existe uma diferença entre obesidade, que é considerado doença por conta da elevação dos exames bioquimicos e esse excesso de adiposidade impede uma vida normal; e de um corpo gordo, é quando apenas tem-se um maior quantidade de tecido adiposo. Porém, principamente no Brasil, onde se é conhecido por procedimentos esteticos, é dificíl de se entender tais diferenças, pois grande parte dessas pessoas com excesso ja recebem indicações de uma cirurgia de alto risco, no caso da bariatrica quem de 2011 a 2018 subiu cerca de 85% segundo o site Agência Brasil, que por vezes deixa de ser pela saúde e passa a ser por estetica.
Juntamente a isso, a gordofobia vai muito além de falar apenas do corpo da pessoa, porque afeta também a saúde mental. Em tempos que as redes sociais passaram a fazer parte integralmente do dia a dia, é comum ver que destilação de odio para esse grupo ,que por vezes, é incitado até mesmo por grandes influenciadores digitais, principalmente os que encaixam-se na parte de “estilo de vida”, que propõe cursos de emagrecimento rapido. Além disso, é de certa constancia ver pessoas, tanto na vida real quanto na dígital, querer sempre dar palpites de “é tão linda mas se emagrecer um pouco mais fica melhor”, o problema é que não percebem o quanto isso acaba ofendendo, ainda têm os que são mais rudes e vão insinuam até que a pessoa precisa acabar com sua vida.
Portanto, é possível concluir que muito ainda se tem para discutir sobre a gordofobia no Brasil. Por isso, é de grande valia que o Estado juntamente com o Ministerio da Saúde possam criar cartilhas explicando a diferença entra ter obesidade e estar acima do peso e que gordura não é sinônimo de doença; e distruibuir para a sociedade. Também, faz-se necessário que as redes sociais como o instagram criem filtros para evitar a propagação da discriminação com corpos diferentes, podendo até proibir que as pessoas de grande influência vendam cursos e remédios milagrosos, que prometem mudar a vida dos espectadores quando na verdade por até botar suas vidas em risco, visando assim diminuir os danos para esse publico, tanto fisicamente quanto psicologicamente.