Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 17/08/2021

Desde a infância os sujeitos são expostos a uma concepção de corpo ideal, como as princesas da Disney e as bonecas da Barbie, as quais expõem um padrão de beleza liga à magreza. Nesse sentido, o contato constante com essa ideologia incentiva o desenvolvimento, em diversas pessoas, de estigmas associados a indivíduos que não seguem esse modelo estético. Dessa maneira, torna-se importante debater sobre a gordofobia no Brasil, especialmente o papel da indústria e da mídia no estímulo a essa ação e a falta de criticidade dos cidadãos que permite sua perpetuação.

Primeiramente, é necessário destacar que os meio econômicos e midiáticos representam atores significativos no fomento a gordofobia no país. Tal perspctiva baseia-se na teoria do sociólogo Karx Marx, o qual afirma que a infraestrutura dirige a superestrutura, ou seja, o grupo dominante controla diversos aspectos da sociedade, como seus comportamentos e suas ideologias. A partir disso, percebe-se como essa ideia reflete a atual conjuntura nacional, em que a mídia e as empresas, buscando estimular o consumo de seus produtos, definem um padrão de beleza pautado na magreza. À vista disso, muitos sujeitos, ao se desenvolverem sendo expostos constantemente a essas mensagens, formam estigmas ligados ao excesso de peso e, assim, passsam a inferiorizar, isolar, além de atacar física e psicologicamente essas pessoas. Desse modo, observa-se que essas instituições utilizam suas influências para perpetuar convicções preconceituosas, em detrimento à saúde e à criticidade social.

Ademais, é válido ressaltar que a falta de consciência da população permite que a gordofobia ainda seja frequente no Brasil. Tal concepção está associada à teoria da “Banalização do Mal”, da filósofa Hannah Arendt, a qual afirma que certos males tornaram-se tão comuns na sociedade que os indivíduos passam a praticá-los sem perceberem os prejuízos de suas ações. Com base nessa perspectiva, nota-se que, além da incitação por parte dos meios midiáticos e econômicos, a falta de criticidade dos sujeitos promove a manutenção e a normalização de atos preconceituosos e taxativos contra pessoas acima do peso. Dessa forma, mesmo prejudicando o bem-estar desse grupo, como o desenvolvimento de transtornos mentais, a baixa autoestima e o isolamento social, a formação de cidadãos acríticos e manipuláveis propicia a banalização da discriminação e de atitudes criminosas.

Logo, para que a gordofobia seja superada, as mídias e as enpresas devem exaltar as diversidades, mediante realização de propagandas, filmes e séries, em que os protagonistas sejam pessoas fora do padrão, além de fazer campanhas informativas, a fim de se formar uma população mais consciente. Ademais, as escolas precisam promover a criticidade social, por meio de palestras que incentivem as diversidades e o repeito as singularidades, para que, assim, atos preconceituosos sejam combatidos.