Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 14/08/2021
Na obra " O Diário de Anne Frank" é retratado a história de uma menina, que junto da sua família, é perseguida pelo exército nazista apenas pela sua existência como judia. Assim como a garota, pessoas gordas, no Brasil, têm suas realidades abaladas unicamnete por uma característica pessoal. Dessa maneira, discutir sobre a gordofobia, a partir de sua construção na sociedade capitalista e como uma forma de preconceito, é essencial para combater essa mazela social.
Em primeira análise, a revolução Industrial iniciou, na sociedade, o processo de produção em larga escala, no qual a homogeneidade é imperante, influenciando, até mesmo, as tendências sociais, exemplificado no livro " Adimirável Mundo novo" que retrata uma comunidade humana construida com bases nesse processo histórico, onde todos devem ser felizes. Nessa perspectiva, o mundo contemporâneo capitalista, descendente de pioneiro período industrializante, também é dominado por um ideário totalizante, o da magreza. Assim, indivíduos de corpos gordos são forçados ao exílio por esses grupos sociais, nos quais a diversidade não é incentivada.
Além disso, a gordofobia como uma forma de preconceito, é um modo errôneo de pensar e agir pois discrimina um indivíduo apenas pela sua aparência. Dessa maneira, segundo o professor Paulo Freire, a educação deve mostrar às pessoas a realidade para que elas possam modificá-la. Assim, como a discriminação contra seres humanos que têm excesso de peso é fomentador do comprometimento da saúde desses cidadãos, algo corroborado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Baríatrica e Metabólica, é fundamental divulgar esse quadro à sociedade para que ela possa romper com essa estrutura de preconceito.
Portanto, para modificar a realidade gordofóbica, no Brasil, é dever da sociedade civil inserir o corpo gordo, no cotidiano social, cobrando, por meio de maifestações, a sua presença nos meios de comunicação, como na televisão e nas mídias digitais, com objetivo de modificar a realidade de pouca diversidade. Ademais, também cabe ao Estado promover essa inserção incentivando as escolas a discutirem as mútiplas vivências sociais ,incluindo as das pessoas gordas, para que, assim, possa existir um convívio diferente do retratado por Anne em seu diário.