Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 14/08/2021
O desenho animado “Turma da Mônica”, do cartunista brasileiro Mauricio de Sousa , aborda a vida de crianças e expõe a questão da gordofobia e suas consequências, uma vez que a personagem Mônica é alvo de ataques gordofóbicos que motivou o desenvolvimento de doenças psicológicas e a baixa autoestima. Fora do cenário ficcional, essa é uma realidade vivida no Brasil, que é motivada não só pela padronização dos corpos, mas também pela ausência de ações nas escolas.
Em primeira análise, faz-se preciso mencionar a necessidade de combate à padronização dos corpos observada, por exemplo, nas bonecas Barbies, que eram brancas, loiras e magras e se tornavam inspirações para as crianças, que buscavam incalçavelmente alçancar os mesmos padrões que as da boneca, o que resultava no desenvolvimento de doenças como a anorexia e a bulimia, além da aversão aos corpos diferentes do da Barbie, o que fazia os donos desses corpos odiarem a si mesmos. Logo, percebe-se a necessidade de combate a padronização dos corpos, para que todos os cidadãos sejam respeitados e a diversidade seja enaltecida.
Em segunda análise, torna-se fundamental citar que embora o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, afirme que a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo, essa ferramenta não tem sido usada de forma correta no tocante à gordofobia, uma vez que faltam medidas, como palestras ministradas por educadores nas escolas, para combater o preconceito e conscientizar os alunos sobre a necessidadede aceitação dos próprios corpos e combate ao preconceito associado aos corpos. Desse modo, percebe-se a necessidade de ações para que a aprendizagem possa transformar o mundo, como disse Nelson Mandela.
Portanto, medidas são necessárias para combater a gordofobia no Brasil. Nesse sentido, é necessária a ação do Ministério da Saúde, que deve combater a padronização dos corpos, por meio de campanhas, ministradas por psicólogos e nutricionistas e veiculadas na TV, jornais, revistas e nas redes sociais, a fim de que todos os indivíduos entendam que não precisam ter o mesmo corpo da Barbie e passe a amar seu próprio corpo. Além disso, é fundamental a ação do Ministério da Educação, que deve combater a gordofobia nas escolas, por meio da criação de palestras, ministradas por educadores e destinadas aos estudantes, com a finalidade de erradicar o preconceito associado aos corpos nas instituições de ensino e estimular o amor próprio entre os alunos. Dessa maneira, a questão da gordofobia seria combatida e pessoas como Mônica poderiam aprender a amar seu corpo e não seriam vítimas de doenças psicólogicas causadas por julgamentos alheios.