Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 15/08/2021
O canal no Youtube chamado Alexandrismos aborda sobre a gordofobia nos mais variados âmbitos sociais a partir do ponto de vista de uma mulher gorda. Esses vídeos representam grande relevância ao possibilitar maior destaque sobre o assunto, o qual é pouco debatido na sociedade e gera muitos prejuízos na autoestima, na saúde mental e até nas relações sociais daqueles que são vítimas desse preconceito. Dessa forma, fatores de ordem cultural e educacional caracterizam a problemática.
É importante pontuar, de início, o quanto a cultura, por meio da mídia, influencia na determinação de padrões estéticos, com a quase anulação de corpos gordos, visto que esses são pouco retratados. Nesse sentido, os meios de comunicação passam uma mensagem de inferiorização e depreciação desses corpos e contribui para a perpetuação da gordofobia na sociedade. Esse fator pode ser ratificado pelo que ocorreu com a dançarina Thaís Carla, a qual faz parte do balé da cantora Anitta, que foi alvo de severas críticas e preconceito por conta do corpo fora do padrão que possui.
Outrossim, vale ressaltar a falta de debate sobre o assunto nas escolas como agravante para a questão. Uma vez que essa instituição representa um espaço de interação social e formação de valores, faz-se mister a presença de diálogos sobre a gordofobia e o respeito à diversidade de corpos nesses ambiente. Com isso, consoante o pensamento do filósofo Kant, o qual defende a educação como formadora do indivíduo, esse assunto deve ser pautado nesses ambientes de desenvolvimento de caráter.
É notória, portanto, a relevância de fatores de ordem cultural e educacional na temática supracitada. Nesse viés, cabe ao Governo Federal, em consonância com a mídia, o papel de realizar campanhas publicitárias que retratem a diversidade de corpos e desconstrua a gordofobia. Essa proposta pode ser efetivada por meio de anúncios e propagandas nos principais meios de comunicação. Ademais, é fundamental que a escola se proponha a discutir assuntos ligados ao respeito às diferenças e à aceitação do próprio corpo. Tal medida pode ser realizada a partir de palestras, dinâmicas em grupo e debates em sala de aula. Poder-se-á, assim, combater o problema e evitar que episódios, como o sofrido pela dançarina Thaís Carla, se repitam.