Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/08/2021
Ao contrário do que diz o trecho, traduzido para o português, da música “All About that Bass” da cantora americana Meghan Trainor: “Sei que você se acha gorda mas cada pedacinho de você é perfeito”, a publicidade enaltece como padrão de beleza, de sucesso e de saúde à magreza. Esse fato colabora para o aumento da gordofobia, devendo ser revertido por meio de dois fatores: campanhas publicitárias mais inclusivas e desmistificação da associação do magro como padrão de sucesso e de saúde.
Primeiramente, observamos diversas propagandas nas quais a pessoa magra é predominante, generalizando caracteristica da população brasileira. Contradizendo a esse fato, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) diz em estudos do ano de 2020 que 60% dos brasileiros com mais de 18 anos estavam acima do peso em 2019. Com isso, a sociedade em busca do que é imposto como bonito e perfeito pela mídia, vai em busca de soluções estéticas afim de alcançar esse falso resultado.
Somado a isso, as pessoas não associam características de sucesso e saúde ao gordo. Como exemplo a isso, podemos relatar os processos seletivos das empresas que acabam julgando a pessoa acima do peso à um futuro colaborador faltante ao trabalho, seja para resolver questões médicas como exames e consultas ou devido a sua incapacidade de realização de uma tarefa que exija um esforço físico. Dessa forma a desvalidação de seu desempenho sem uma avaliação correta é uma cartacterística da gordofobia.
Portanto, esse tema no Brasil precisa ser debatida e combatida. Para isso é necessário que a mídia, por meio das propagandas televisivas, impressas e virtuais, procedam de forma inclusiva, inserindo todos os padrões de caracteristicas brasileiras para que esses possam se identificar como parte da sociedade. Além disso, o estado deve promover campanhas educativas mediante palestras, debates e convenções sobre o assunto afim de educar as pessoas e reforçar a inserção da pessoa gorda em todos os âmbitos.