Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 15/08/2021

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa francesa Simone de Beavouir, pode ser facilmente aplicada a gordofobia no Brasil, uma vez que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Tal situação pode ser vista a partir de dois fatores: a idealização de “um corpo perfeito” e a falta de empatia da sociedade.

Diante disso, no cenário atual brasileiro, é perceptivel que as redes sociais são de grande influência para a propagação de atos preconceituosos. Uma vez que influenciadores digitais ostentam com fotos de corpo definido e enaltecem esse esteriótipo, é visto que pessoas que se tangenciam dessa realidade sofrem algum tipo de rejeição da sociedade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Opinião publica e Estátistica (IBOPE) cerca de 10% da população assume ser gordofóbica, o que infelizmente, ressalta a permanência  desse preconceito no país.

Além disso, a “Atitude Blasé” - termo proposto pelo sociólogo alemão Georg Simmel no livro “The Metropolis and The Metal Life” - ocorre quando o indivíduo passa a agir com indiferença às situações que ele deveria dar atenção. Dessa forma esse contexto se encaixa perfeitamente no Brasil contemporâneo, já que a sociedade torna-se cada vez menos empática ao banalizar a discriminação com pessoas obesas e padronizar um modelo estético onde pessoas acima do peso são consideradas “feias”.

Portanto, é necessaria a ação do Sistema Tribunal Federal (STF) para implementação de medidas contra a gordofobia no Brasil, por meio da criação de setores de denuncia destinados a esse tipo de preconceito, visando diminuir os índices de discriminação com pessoas obesas no país. Por fim, é crucial que a Secretaria Nacional dos Direitos Humanos (SNDH), realize camapanhas de autoaceitação nas redes sociais, em conjunto com influenciadores digitais que propaguem a igualdade social, reduzindo a esteriótipação que é feita de forma habitual e escandalosa pela população no território brasileiro.