Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Na Idade Clássica, o corpo robusto era visto como sinônimo de saúde e riqueza. No entanto, na atualidade brasileira, o antigo pensamento foi modificado, visto que a gordofobia está presente na sociedade. Dessa forma, esse preconceito é dado tanto pela pressão estética imposta pela mídia quanto pela inércia social.

No mesmo sentido, os meios midiáticos brasileiros utilizam da visibilidade e influência que obtêm sobre o povo e promovem um padrão estético como o ideal. De acordo com o educador brasileiro Mário Sérgio Cortella, a mídia age como corpo docente. Sob esse aspecto, apenas um tipo de aparência tem distaque nas plataformas o que faz o povo ser educado para idealizar e tentar alcançar essa forma. Nesse âmbito, por se afastar do ideal de beleza, os gordos são vistos, geralmente, como descuidados e excluídos da sociedade. Assim, há necessidade de investir em maiores espaços na publicidade com pessoas não magras.

Ademais, existe uma inércia social a qual impede que haja mudança em  relação à gordofobia da mídia. Sob ótica teórica da pensadora Hannah Arent, o “mal banal” existe no momento em que a opressão e o sofrimento alheio é normalizado. Nesse aspecto, a sociedade presencia o preconceito e exclusão social dos obesos e continua sem interferir na situação, de modo geral, e banaliza essa maldade. Logo, políticas públicas devem ser criadas para evitar abstenção da sociedade perante esse preconceito.

Percebe-se, portanto, a necessidade do debate sobre a gordofobia no Brasil. Dessa maneira, cabe às grandes empresas midiáticas- como formadoras de opinião- investirem em maiores espaços na publicidade para obesos, por meio da contratação de profissionais com corpos diferentes entre si , com o intuito de diminuir a pressão estética. Além disso, é dever do Estado-responsável pelo bem-estar social- educar a população sobre a opressão vivida pelos gordos, de modo que seja inserido na carga-horária escolar a matéria de Direitos Humanos, para gerar uma comunidade mais respeitosa e menos alheia ao sofrimento de terceiros.