Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Ao longo dos anos o padrão de beleza veio se modificando, como por exemplo, no século XIX a princesa iraniana Qajair era considerada símbolo de perfeição, por ser gorda e ter bulso com pelos. No entanto, atualmente, o padrão de beleza é inverso e a gordofobia vem sendo um entrave alarmante no Brasil. Portanto, nota-se que a pressão social, imposta principalmente pela mídia, e o preconceito são fatores contribuintes dessa mazela.

A princípio, percebe-se que a mídia publicitária e a indústria da moda são um dos maiores meios de influência corporal do mundo e com poder de persuasão. Baseando-se nesse cenário, pode-se citar a marca de langerie e produtos de beleza, Victoria’s Secrets, a qual não há em sua equipe a inclusão de roupas e modelos Plus Size. Assim, a falta de inclusão de pessoas diversificadas no mundo da moda torna mais difícil a ruptura dessa opressão pelo padrão de beleza e a aceitação da sociedade com seus próprios corpos, pois não há representatividade para normalização de todos os físicos das pessoas.

Ademais, as variadas formas de preconceito dissipados pela sociedade é um grande contribuinte desse entrave. Desse modo, segundo a Teoria Determinista de Emilie Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de pensar e de agir, caracterizada por coercitividade e por generalidade. Nesse contexto, a exigência social, e até mesmo cultural, para um estereótipo de beleza, afeta negativamente a vida das pessoas, as quais podem desenvolver distúrbios alimentares e doenças como bulimia e anorexia. Isso mostra a coerência do pensamento do sociólogo, evidenciando que tais atos não são pensados empaticamente e para coletividade.

Portanto, a gordofobia precisa ser solucionada. Desse modo, faz-se necessário que o Estado, via Secretaria Especial de Cultura, realize iniciativas contribuintes para resolução dessa mazela, por intermédio de ficcionais envolvidos, como filmes, novelas e revistas na mídia televisiva e publicitária, com o intuito de conscientizar os cidadãos sobre os efeitos da padronização do corpos, havendo a inclusão de pessoas diversas. Nesse âmbito, o Estado, mediante o Ministério da Educação, deve realizar também, campanhas de conscientização por intermédio de aulas e palestras ministradas por profissionais da psicologia e da cidadania, a respeito da importância da ruptura da gordofobia no país, com o intuito de mitigar o preconceito na sociedade brasileira e gerar maior empatia dos cidadãos nesta pauta. Assim, havendo na população a mesma aceitação e normalização que a princesa Qajair teve.