Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 19/08/2021
O artigo 3 da Constituição Federal de 1988 diz que na nação brasileira, há a necessidade da promoção do bem-estar de todos, sem preconceitos. É perceptível, porém, a existência da gordofobia, discriminação principalmente ligada a padrões de beleza e falsas preocupações com a saúde do indíviduo. Nesse viés, as pessoas gordas se encontram dessasisstidas e têm seus corpos desumanizados.
É evidente que, principalmente ao longo do século 21, há um constante crescimento em relação a influência exercida por padrões de beleza que enaltecem a magreza em detrimetno da saúde. No filme Dumplin’, da Netflix, a jovem Will, que é gorda, se encontra feliz no seu prório corpo, chegando até a participar de um concurso de beleza, sua mãe, porém, ainda critica sua aparência. Nesse sentido, a demonização do corpo gordo se encontra, por exemplo, no uso da palavra “gordo” de modo pejorativo, mesmo que ela indique apenas uma característica física, e a representatividade cômica vista na mídia, onde este tipo de personagem sempre se encontra ligado à comida. Assim, tais discriminações dificultam a busca pelo mundo ideal proposto por Platão.
Desse modo, pessoas gordas são inferiorizadas na sociedade, apenas por terem seu corpo fora do padrão. Este cenário pode favorecer o desenvolvimento de distúrbios alimentares, como a anorexia e a bulimia, além de poder auxiliar no aumento dos índices de obesidade. Ele pode, ademais, tornar muito mais fácil o aparecimento de transtornos mentais como a depressão e ansiedade.
Assim, entende-se a necessidade do combate a esse tipo de discriminação. A equipe de marketing das redes sociais mais utilizadas, devem utilizar, em campanhas, a imagem de influencers gordos, na tentativa de normalizar seus corpos e torná-los mais humanos. O governo pode, também, a partir do Ministério de Educação, incentivar, nas escolas, o ensino do respeito a diferença, mostrando diversas aparências, promovendo, logo na infância, uma menor chance de discriminação.