Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Segundo o estudioso Byung Chu-Han, o século XXI é dominado por uma sociedade do desempenho, na qual a individualidade é extremada em detrimento do altruísmo. Perspectiva essa que, na atualidade brasileira, é marcada pela aversão ao diferente, ou seja, com a prevalência dos padrões de beleza e a minorização das pessoas fora dos estereótipos, o debate sobre a gordofobia torna-se necessário para a maximização do bem-estar no corpo social brasileiro.

Inicialmente, cabe destacar que conforme o renomado inventor Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Nesse âmbito, ganha notoriedade, no Brasil, a problemática causada pelos padrões estéticos, uma vez que as mídias sociais fortalecem o preconceito para com as pessoas acima do peso a partir da alta credibilidade concebida aos indivíduos considerados dentro do padrão vigente, além de contribuir com a alienação virtual.

Ademais, deve-se inferir que segundo a filósofa alemã Hannah Arendt, autora da ’’ Banalização do Mal’’, a sociedade tende a naturalizar atitudes consideradas errôneas. Nesse sentido, é evidente, na nação brasileira, a naturalização das práticas gordofóbicas, uma vez que os cidadãos tornam-se propicios as práticas intolerantes que, consequentemente, corroboram  com o rebaixamento das pessoas  com excesso de peso em detrimento das demais.

Faz-se necessário, portanto, que a mídia, em conjunto com o Ministério da Saúde, elaborem um projeto de caráter social, com o intuito de estabelecer um debate concreto sobre as práticas gordofóbicas e o bem-estar social. Essa intervenção deve ser realizada por meio de políticas públicas que possibilitem a maximização de propagandas de caráter educativo a cerca dos perigos proporcionados pela imposição da padronização do belo, com exibição nos horários de maior audiência, objetivando alcancar o maior número de telespectadores. Assim como, promover palestras públicas e gratuitas, nos centros educacionais, com enfoque principal na gordofobia e na importância do altruismo, na contemporaneidade.