Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 16/08/2021

Desde a civilização clássica, na Grécia antiga, a sociedade louva a magreza, com as formosuras de seus deuses. Depois disso, a História foi ocorrendo e os padrões de beldade, evoluindo, principalmente com o surgimento da Moda, influenciando, por exemplo, crianças. Atualmente, no Brasil, há uma aversão, no senso comum, a engordar. Levando isso em consideração, é necessário que a população questione a “Estética Barbie” e vise à saúde, não a beleza ditada pelas mídias.

A princípio, vale salientar que a suposta perfeição da boneca estadunidense Barbie é um conglomerado de desproporções do corpo feminino: pernas com o dobro da altura do torso, seios com circunferência mais de duas vezes maior que a cintura. Esse padrão, segundo Germaine Greer, uma escritora australiana e uma das feministas mais influentes no mundo, interfere na vida dos indivíduos de tal maneira que “mulheres de ombros largos, pernas curtas e corpo largo, mulheres reais” passam a repudiar seus corpos. Tal situação, além de causar muito sofrimento psicológico a essas pessoas, é fruto do fato de que a sociedade está crendo no equívoco da beleza “exclusiva” dos corpos magros.

Em segunda instância, o que está presente, na sociedade brasileira - cujos obesos somavam 26,8% da população em 2019, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, é a vontade do tratamento com um nutricionista “para emagrecer”. Esse objetivo pode ser muito desfavorável, visto que se preocupa com os cuidados pessoais apenas durante o processo de perda de peso, sendo, assim, algo mais pontual. Logo, ele não visa à saúde, mas a estética para se encaixar no modelo de cintura fina.

Portanto, é imprescindível que o povo brasileiro oponha-se à gordofobia. Para isso, as empresas mais influentes do país devem conscientizar os telespectadores acerca da necessidade de se manter saudável, não magro(a), por meio de anúncios, publicações, panfletos que exponham a representatividade. Isso fará surgir, nas pessoas acima do peso, um sentimento de pertencimento e de autovalorização.