Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 17/08/2021

Na Antiguidade Clássica, na sociedade Greco-Romana, o Antropocentrismo, concepção artística e filosófica, evidente nas manifestações de arte, produziu o padrão de belo em relação ao corpo humano, o que influenciou fortemente o proceder social e histórico da humanidade. Dessa maneira, no Brasil, é evidente que a perpetuação de ideais esteriotipados de convenções estéticas e o embate contra o preconceito associado a modelos não hegemônicos de beleza são fatores contrastantes no debate contra um gordofobia.

Nessa perspectiva, cabe, em primeira análise, examinar uma relação da perpetuação de ideais esteriotipados de convenções estéticas com o debate sobre a gordofobia no Brasil. Sendo assim, o “American Way of Life”, propaganda ideológica disseminada intensamente no período posterior à II Guerra Mundial, promoveu a propagação de padrões socioculturais às sociedades, fato que impõe pressão sobre os indivíduos que não seguem a lógica hegemônica. Desse modo, é visível que, com tal fato, cidadãos com sobrepeso são marginalizados e inferiorizados na esfera social, o que normativiza o preconceito contra tais na sociedade brasileira, perpetuando, então, ciclos de repulsão nas atuais e futuras gerações, formando uma sociedade apática e anômica.

Além disso, convém analisar o embate contra o preconceito intensificado por padrões dominantes, como a gordofobia, no debate sobre tal temática no Brasil. Assim sendo, o Modernismo, movimento artístico iniciado no início do século XX, na Europa, contestou a real dimensão do belo, favorecendo, então, a ruptura de convenções estéticas no meio social. Destarte, é visível que, com a valorização da perspectiva da realidade nas artes, o diálogo acerca da visibilidade dos grupos marginalizados por idealizações estéticas é favorecido, auxiliando a manutenção do bem-estar fisiológico e social das pessoas com seobrepeso no Brasil.

Posto isso, cabe, então, a intervenção estatal para mediar o debate sobre a gordofobia no Brasil. Dessa forma, assiste ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Saúde, promover a desconstrução de esteriótipos estéticos instituídos, mediante a realização de aulas conjuntas entre as Ciências Humanas e as Ciências da Natureza, além da realização de campanhas em veículos de comunicação, com o fito de conscientizar uma oferta sobre a oferta do respeito aos requisitos com sobrepeso. Ademais, convém ao Ministério da Saúde incentiva debates em meios públicos sobre a relação do bem-estar e dos preconceitos interligados às pessoas fora dos padrões determinados de beleza, mediante campanhas vinculadas ao plano nacional de saúde, com o intuito de pôr fim à gordofobia no Brasil, e, então, ultrapassar o classicismo ideológico no país.