Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 16/08/2021

O romance filosófico ‘‘Utopia’’ criado pelo estritor inglês Thomas Morus no século XVI retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engranagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante debate sobre a gordofobia, problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da pressão pela estética irreal, mas também da falsa impressão associada a magreza e saúde. Desse modo, torna-se fulcral análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos em desconstruir a ideia de estética padrão deriva da ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, os quais coíbam tais recorrências. Sob a perspectiva do filósofo contratualista Jonh Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório o rompimento desse comtrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, devido à baixa de atuação das autoridades, jovens continuamente seguem a ter um pesamento auto destrutivo criado pelo patriacardo que resulta uma aversão a corpos reais que divergem completamente da obsessão doentia por corpos magros e estéticamente ‘’em forma’’. Destarte, fica evidente a ineficiência da administração na resolução dessa situação caótica.

Além disso, a carência da desmistificação ao associar magreza com saúde e beleza apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com o filme ‘‘Dumplin’’ é possivel ver claramente os efeitos do preconceito com o peso que a personagem sofre e como afetam as relações em família e amigos, e principalmente consigo mesma. Tal conceito abordado é materializado no Brasil, haja vista que doenças como transtornos alimentares e maus hábitos com o bem-estar ainda é uma questão fora do controle, casos que aparecem cada vez mais entre o público jovem, o que consequentemente, afeta em massa a saúde geral de meninos e meninas da nova geração. Logo, tudo isso retarda o combate a gordofobia, já que conectar corpos magros com saúde contríbui para a perpetuação do quadro triste.

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição da gordofobia. Assim, cabe ao Congresso Nacional, mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma alteração na Lei de Diretrizes orçamentárias, ampliar conscientização acerca dos perigos que a prática da gordofobia podem trazer, por meio de palestras ministrada por profissionais especializados na área de saúde do corpo e mental, com o objetivo de minímizar casos e tornar o debate da gordoobia algo com final mais feliz como no filme anteriormente comentado. Dessa forma, poder-se-á praticar uma esperança na ‘‘Utopia’’ de Morus na sociedade brasileira atual.