Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/08/2021
A boneca da Barbie parece um brinquedo inofensivo e popular entre as crianças, mas é perigoso por falhar ao tentar representar uma mulher bonita, pois explana padrões de um corpo inatingível para uma pessoa real. Dessa forma, perpetua preconceitos relacionados ao físico, o que descredibiliza o debate sobre a gordofobia no Brasil. sob tal óptica, é cabível analisar a influência das redes sociais como também os transtornos consequentes do estigma.
A princípio, é possível afirmar que o instagram é uma vitrine mundial. assim, essa rede social itensifica a possibilidade de comparações entre os indivíduos de forma cruel, pois, é fato que as pessoas costumam mostrar apenas as características padronizadas e socialmente aceitáveis, o que também acontece em diversos outros lugares da internet. Ademais, geralmente, o que é explanado não é real, porque existe a utilização de aplicativos como o photoshop, que buscam a perfeição, o que causa efeito danoso para pessoas acima do peso que se sentem inferiores por não serem aplaudidos da mesma forma. Nesse sentindo, esse quadro patológico retroalimenta um sistema nocivo que é um problema grave para a saúde psicológica e física dos afetados.
Outrossim, é válido ressaltar que o desenvolvimento de patologias são consequências comuns para as vítimas de gordofobia. Isso acontece porque a errônea relação interdependente entre magreza e beleza cria uma pressão para que a pessoa emagreça ou evite engordar a qualquer custo para continuar obedecendo ao parâmetro imposto pela sociedade. Assim, esse contexto desencadeia distúrbios de alimentação como a bulimia e anorexia, além da depressão em pessoas que já se encontram gordas e vivem de constantes comparações. Nessa lógica, é fato que não é por acaso que tais transtornos alimentares atingem mais de 10 milhões de brasileiros segundo dados divulgados pela Revista Abril.
Infere-se, portanto, que as ferramentas que permitem a manutenção da gordofobia são óbices a serem superados. Para isso, é imprescindível que o ministério da saúde, em parceria com as redes sociais, evite a publicação de fotos com distorção, a partir da criação de aparatos tecnológicos que as identifiquem e retirem de circulação, além de promover imagens publicadas de pessoas fora do padrão para uma maior representação social, a fim de garantir uma vida tranquila, real e sem padrões para todos.