Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/08/2021
Desde a infância, a famosa boneca Barbie expõe inúmeras meninas ao rígido padrão de beleza, a mulher branca e magra, e indiretamente isntaura a adversão a qualquer fuga desse ‘‘corpo ideal’’. Deste modo, a gordofobia está presente na vida de milhares de crianças geração pós geração, não é atoa que de acordo com a pesquisa Skol Diálogos, 92% dos brasileiros já praticaram ou presenciaram um ato de gordofobia, logo, o debate sobre esta discriminação no Brail se faz necessária visando seus dois pontos cruciais, a gordofobia naturalizada na sociedade, e a capitalização em cima deste preconceito.
Em primeira análise, pessoas gordas são vítimas de comentários maldosos acerca da aparência de seu corpo desde pequenas, crianças acima do peso tendem a sofrer bullying desde muito novas, e apartir da formação escolar, são ensinadas que o que elas aparentam ser é errado e ‘‘doentio’’. É notório afirmar que a sociedade atual brasileira infelizmente ainda é pouco, e as vezes quase nada inclusiva para pessoas gordas, não só na opinião alheia como também nos diversos outros mercados como o da moda, que até 1920 não trabalhava com manequins plus size - manequins em tamanho maior que o normal -, os transportes públicos, onde não se vê adaptação dos ônibus a estas pessoas, causando constrangimento e institucionaliza a exclusão para com esta parcela da população.
Em segudno lugar, o lucro sobre as inseguranças aplicadas pelo padrão é reforçado cada vez mais dentro das mídias sociais, atualmente se torna cotidiano ver inúmeras blogueiras com o corpo dentro do padrão se submetendo a fazer cirurgias de lipoaspiração para alcançar a tão sonhada barriga chapada. Assim sendo, mulheres acima do peso se deparam com corpos cada vez mais magros sendo aplaudidos na internet, enquanto os corpos gordos sendo criticados, geram uma comparação quase que direta, carretando uma série de desvantagens a estas pessoas, tais como depressão, ansiedade, isolamento social e estresse, de acordo com o site de notícias do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, sujeitando essas mulheres a deitarem em uma maca e realizarem a bariátrica em busca da sua dignidade.
Portanto, o debate acerca da gordofobia no Brasil nunca se fez tão importante, e é evidente a influência do Estado junto da Organização Mundial de Saúde (OMS) na luta contra a discriminação as pessoas gordas pelo país. Assim, o Estato precisa urgentemente educar a população de que pessoas gordas existem e merecem ser respeitadas, por meio de palestras em escolas e promoção de leis específicas contra essa discriminação, e cabe à OMS formar médicos menos preconceituosos, desmitificar a ideia de que gordo é sinônimo de doença, e disponibilizar tratamento psicológico de qualidade as vítimas de gordofobia, para que essa ideia retrógrada não seja mais perpetuada no país.