Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/08/2021
A existência de padrões estéticos, que procuram definir o corpo ideal a ser alcançado, decorre desde a Grécia Antiga, onde esculturas refletiam o pensamento social sobre a perfeição corporal. Na atualidade, pessoas que estão acima do peso sofrem preconceito por não se encaixarem nesses padrões, e acabam sofrendo gordofobia por vários indivíduos, que sentem aversão e acabam excluíndo-os do convívio social. Para que se mude essa perspectiva, o debate sobre a gordofobia no Brasil vai desde o entendimento que a busca deve ser apenas pela saúde corporal, além de analisar as sérias consequências que podem surgir de ataques que inferiorizem pessoas com sobrepeso, evitando-as.
De início, é preciso destacar que a estética física não revela a real saúde do ser humano, sendo necessário que este frequente periodicamente um médico para a checagem de suas taxas sanguíneas. Porém, a obesidade na maioria dos casos, revela, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), que doenças como câncer e hipertensão arterial podem ser resultados dessa alta taxa de gordura existente. Na tentativa de mudar essa situação, a mídia poderia influenciar bastante a realização de exercícios físicos e ingestão de uma dieta balanceada, para que os cidadãos brasileiros pertencentes a esse grupo se sintam atraídos por uma vida saudável. Nesse caso, os padrões estéticos devem ser desconsiderados, pois remetem a uma visão retrógrada do que deve ser seguido por todos.
Em outro aspecto, o bullying direcionado à pessoas acima do peso podem levá-las a desenvolverem compulsão alimentar, isolamento social, e até mesmo a cometer suicídio. Esse acontecimento foi exemplificado no filme norte-americano “Um Grito de Socorro”, em que um adolescente tirou sua própria vida após ter sofrido agressões físicas e psicológicas pelos seus colegas de classe, que o inferiorizavam por ter excesso de gordura corporal. Observa-se, então, que desde a época de escolas as pessoas são pressionadas pela sociedade a estar dentro dos padrões impostos, sendo excluídas em caso da não adesão. O cenário do Brasil acaba sendo justamente esse, o de um local que possui elevado número de ataques gordofóbicos, e que não direciona nenhuma visibilidade as vítimas.
Fica claro, portanto, que a aversão a pessoas acima do peso deve ser combatida de várias maneiras. Primeiramente, o Ministério da Saúde deve promover a prática de exercícios físicos, através do alinhamento com as mídias sociais para a exibição de propagandas e distribuição de panfletos informativos acerca da saúde física, para que as pessoas tenham consciência que a busca deve ser pelo padrão saudável. Além disso, as escolas devem debater nas suas aulas sobre intolerâncias e ataques gordofóbicos, para que seus alunos cresçam sabendo da gravidade do problema. A partir disso, o país terá menos pessoas preconceituosas e mais pessoas que lutam pelo corpo sadio.