Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 17/08/2021

A obra “Homem Vitruviano”, de Leonardo da Vinci, evidencia como a busca pelo corpo perfeito e sua idealização é antiga. Nessa perspectiva, é valorizado apenas a parte estética, o que faz com que a parte populacional que não esteja dentro desse padrão e apresente um excesso de peso, sofra com preconceito e discriminação. Assim, é imprescindível que seja discutido o papel da internet no debate da gordofobia no Brasil e o reflexo disso na sociedade.

A priori, desde o advento da Revolução Digital, a tecnologia segue modificando as relações do meio social, exemplo disso na atualidade são as redes sociais. Essas, funcionam como vitrines da sociedade, que ao reproduzir apenas pessoas magras como conceito de beleza em seus posts, exclui todo o restante. Dessa forma, a internet torna-se um catalisador de preconceito, destilando ódio através de ataques e ofensas em comentários àqueles que fogem dos estereótipos esperados. Logo, essa parcela da população sente a necessidade de atingir esse padrão e ao não alcançar, sente-se frustrada e se isola.

Em uma segunda análise, de acordo com pesquisa da Casa do Adolescente, 77% das adolescentes apresentam propensão a desenvolver algum distúrbio alimentar, seja anorexia, seja bulimia ou compulsão pra comer, retratando com isso, o impacto que a gordofobia tem no aspecto psicológico e de saúde da sociedade. Consequente ao preconceito pela falta de debate aprofundada do assunto, as pessoas iniciam a busca por procedimentos cirúrgicos e entram em um ciclo sem fim fadado ao fracasso, pois o único objetivo dessas é satisfazer um padrão imposto socialmente.

Portanto, baseado no que foi discutido, é necessário que o Ministério da Educação crie uma matéria nas escolas desde o ensino fundamental que vise erradicalizar a descriminação e realçe através do debate a diversidade brasileira, para que assim, o corpo idealizado por da Vinci, seja visto como apenas uma das inúmeras representações possíveis, e não a ideal.