Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 17/08/2021
De acordo com a poeta Rupi Kaur “A representatividade é vital”. No entanto, ao observar a questão da gordofobia e a necessidade do corpo perfeito, compreendemos que o Brasil não é representativo para as pessoas que não se encaixam nos padrões estabelecidos pela sociedade. Nessa perspectiva, a falta de conhecimento sobre o assunto e a influência da mídia dificultam a resolução da problemática.
Em primeira análise, a gordofobia e as consequências que o preconceito trás a parcela da população obesa, não são discutidos como a sociedade carece. Segundo o filósofo Jurgen Habermas “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”. Diante disso, é necessário dialogar, e levar informações, nas escolas, e mídia, para que as pessoas saibam as causas e a gravidade desse problema e o quanto um esclarecimento é fundamental para resolver o empecilho.
Ademais, a influência da mídia perante o caso é apresentado de forma negativa, onde, nas redes sociais, as pessoas expõem padrões de beleza irreais de “corpos perfeitos”. Conforme o pensador Pierre Bourdieu “Aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão.” Ou seja, a mídia exclui a diversidade de corpos, quando em publicações nas redes sociais, revistas, exibem mulheres e homens magros que aparentam o físico “impecável”. Portanto, o padrão exposto é opressivo e não representativo, sendo distante da variedade real do cenário dos brasileiros.
Assim sendo, é preciso que medidas sejam tomadas. Para isso, o Governo com Ministério da Educação deve promover campanhas nas escolas, vídeos na internet incentivando a desconstrução do conceito do “Corpo Ideal”, a fim de solucionar a gordofobia no país. Além disso, a mídia deve promover publicações demonstrando a pluralidade de estrutura física e explicar as consequências do preconceito para a população, com o intuito de levar informações verídicas.