Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 20/08/2021
Na antiguidade, como obras de arte representavam o corpo feminino perfeito para a época como o corpo que continha muitas curvas, como seios avantajados e quadris largos, esse padrão é presente nas representações da deusa grega Vênus de Milo (Afrodite), que representava o padrão de estética da época. Entretanto, na atualidade, instaurou-se o debate sobre a gordofobia, que age sob o viés de ser saudável, nesse sentido é inegável que o sobrepeso e a obesidade podem causar problemas de saúde, mas há uma linha tênue entre preocupar-se com a saúde fazer próximo e agir de forma preconceituosa. Logo, ao meio social é um ambiente para todos, e esse preconceito excludente deve ser mitigado.
Em suma, a gordofobia é tida como a ação preconceituosa de características e personalidade baseada no julgamento de uma pessoa por excesso de peso ou por se obeso. Nesse sentido, uma pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), explicitou que esse tipo de preconceito está presente na vida de mais de 90% dos brasileiros. Dessa forma, é notório que esse tipo de ação está muito presente na sociedade, visto que ao promover de terceiros realmente se preocuparem com a saúde do próximo, na verdade somente julgam a estética, que foge dos padrões de beleza impostos na atualidade, justificando seus atos com a falsa premissa de ser saudável.
Ademais, a indústria da moda instaurou, de forma indireta, que os padrões de beleza estão atrelados a corpos magros e altos, de forma que uma sociedade exija corpos que sigam esses padrões. Diante disso, a nutróloga Ana Luísa Vilela, tratou de esclarecer que o ato de emagrecer não deve ser ligado ao fato estético, mas sim a uma vida mais saudável e com menos riscos para a saúde. Com isso, pode-se perceber que o fato de estar acima do peso ideal não exclui a beleza nem o direito de igualdade de alguém. Sendo assim, uma sociedade carece de medidas que alterem essa visão sobre as pessoas gordas, para que o meio social seja um ambiente convidativo para todos.
Portanto, ao considerar os argumentos supracitados, percebe-se uma carência de estratégias que alteram a forma com que você deseja com sobrepeso são tratados no meio social. Primeiramente, o Ministério da Educação, deve, por meio das escolas-âmbitos incumbidos de formar moral e intelectualmente os jovens-, promover aulas e palestras que tratem sobre as questões relacionadas à distância entre saúde e estética e, também, sobre a questão da gordofobia e suas consequências, para, com isso, promover a formação de uma sociedade composta por obrigada a ter uma capacidade de manter o respeito e a igualdade de todos, sem preconceitos e julgamentos. Em segundo plano, a mídia deve inserir, em seus comerciais e programas, pessoas que fujam dos padrões estéticos impostos. Logo, o corpo social estará passível de mudanças.