Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 20/08/2021

Preconceitos, tratamento inadequado e “brincadeiras” de mal gosto direcionadas à pessoas que estão acima do peso, definem o que pode ser chamado de gordofobia. Em tese, os transtornos alimentares compulsivos estão ligados às consequências de outos problemas como depressão, ansiedade e baixa autoestima. Com efeito, analisar a postura da escola como órgão formador de opnião de crianças e adolescentes e as ações complementares que são observadas nas famílias é a medida proposta.

O debate sobre a gordofobia no Brasil é mais amplo do que pode parecer.  O culto ao “corpo padrão” começa na infancia especialmente na escola e principalmente com as meninas, quando as mais magras são entituladas bonitas e, as mais gordas feias. No filme “O Diabo Veste Prada”, Emily fica sem se alimentar corretamente por semanas para estar mais magra até o desfile de moda em Paris. Isso prova o quão prejudicial certos comentários podem ser na vida de uma pessoa, e pior do que isso causar diversos disturbios relacionados a saúde- anorexia, bulimia- e em casos mais graves é preciso intervenção médica.Logo, enquanto a escola se manter na inercia diante dessa problématica, mais crianças serão vítimas desse preconceito.

Outrossim, as ações realizadas no convívio mais forte de uma criança devem intervir comentários ou atituldes gordofóbicas. Nesse sentido, Hannah Arendt, em sua obra “A Banalidade do Mal”, defende a concepção de que comportamentos preconceituosos passam a ser normalizados inconscientemente quando a sociedade aceita situações do tipo, mostrando como a gordofobia é um problema. seguindo essa linha de pensamento, quando os pais verbalizam comentários maldosos com pessoas em estado de sobrepeso, as crianças irão reproduzir as mesmas atituldes por pensar- se meus pais falam ou fazem tais opniões, eu também posso- comprovando que a banalidade do mal dissertada por Arendt.

Portanto,  para diminuir os impactos  do debate sobre a gordofobia no Brasil é preciso que o Governo Federal, em uma parceria público-privada com a mídia televisiva-filmes, novelas, propagandas- desenvolva  publicidades que valorizem as diferenças entres os corpos visando desenvolver no corpo social uma consciência coletiva a respeito do assunto. Por fim, o Ministério da Educação deve promover ações educativas com psicólogos, mostrando como o preconceito é prejudicial e pode levar a várias consequências ruins, além de promover o debate e descontruir a ideia de corpos feios e bonitos, assim contribuindo para uma sociedade mais harmônica e respeitosa.