Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 20/08/2021
A globalização revolucionou diversos setores da sociedade, no ramo da tecnologia, política, saúde, alimentação. Contudo, existem malefícios nesse compartilhamento global de informações, no jeito como elas são veiculadas, e no que se refere à educação geral dos indíviduos de determinada região, ocasionando situações brincadeira, desprezo, etc. Nessa perspectiva, são evidenciados dois entraves: a construção social brasileira, bem como a negligência estatal com a saúde pública.
A priori, as bases dessa cultura nacional atual foram alicerçadas no período colonial luso. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística(IBOPE), em 2017, o preconceito contra pessoas obesas está presenta na rotina de 92% dos brasileiros. Nessa óptica, esse número só revela quão grande é o problema, e tais ações, não são apenas com xingamentos diretos, exclusão ou desinteresse também são perceptíveis e ocasionam desconforto e tristeza nos que sofrem. Seria inviável desenvolver e colocar em votaçõ projetos de lei, já que a própria conjuntura política brasileira é preconceituosa, o discurso negacionista estaria presente, e o projeto não seria aprovado. A saída é a longo prazo, educação é a chave para mudar o mundo.
Outrossim, estar acima do peso ideal, não significa não ser saudável, e o contrário também não pode-se concluir. Segundo professor brasileiro da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, nos Estados Unidos, um censo recente demonstrou que 55% da população, ou é obesa, ou está em sobrepeso. Essa tendência é mundial, e o Brasil apresenta número alto para o padrão do planeta. Entretanto, números absolutos de peso individual são subjetivos, pessoas magras podem ter colesterol alto e diabetes, o que se faz necessário é um bom acompanhamento médico, prática de atividades físicas e aceitação corporal, onde o único padrão é a verdadeira saúde.
Portanto, é mister que hajam paliativos para mitigar os entraves supracitados. Cabe ao Ministério da Educação, como gestor nacional da área, promover palestras e debates acerca do tema, através de assembleias populares em escolas, com intuito de proporcionar o diálogo e o aprendizado(humanizando com a empatia), diminuindo com o tempo, o preconceito e as piadas ofensivas. Destarte, é dever do Ministério da Saúde, promover políticas públicas de, atendimento popular, no que se refere aos exames de check up anual, ademais ao estado psicológico dos pacientes, procurando como fim, esclarecer e ajudar, atenuando casos de saúde mental, bulimia, entre outros.