Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 20/08/2021

Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a ciência política se sobressai com relação as outras, estando ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, uma vez que o debate sobre a gordofobia, ainda, precisa superar muitos entraves, como por exemplo o padrão de corpo imposto pela sociedade. Nesse sentido, deve-se analisar não só o preconceito direcionado às pessoas obesas, mas também a falta de auxílio por parte do Estado.

Em primeira análise, é cabível ressaltar o estigma empregado por uma parcela da população no que diz respeito à obesidade, o que a faz realizar julgamentos baseados no senso comum. Conforme a citação do físico alemão, Albert Einstein, é mais facil fragmentar um átomo do que um preconceito enraizado. Com isso, é notório salientar que quando a pessoa pega como influência padrões impostos pela sociedade, ela acaba, de certa forma, se abstendo de ter uma opinão própria a respeito do assunto, o que gera a permanência desse descrédito as pessoas que não se encaixam no padrão.  Nesse sentido, obeserva-se que os grupos com menos representatividade na socidade, como as pessoas que estão acima do peso, são marginalizadas e desrespeitadas devido à aparência física.

Soma-se a isso, o uso do quarto poder para disseminar ódio contra os grupo minoritários. Prova disso, é um trecho do discurso, transmitido pela mídia televisiva, feito pelo atual Presidente da República Federativa Brasileira, Jair Messias Bolsonaro, quando disse “As minorias devem se curvar às maiorias”. Esse tipo de atitude, corrobora com a sistematização da discriminação sofrida por todas as pessoas que não se encaixam nos grupos predominantes, e visa restringir, ainda mais, o lugar delas na sociedade, excluindo-as da vida social e política, incluindo as pessoas que se encontram acima do peso. Dessa maneira, é indiscutível  despreocupação do governo atual no que tange a minimização dos preconecitos que perduram por séculos na sociedade brasileira, que é tão diversificada e que merece respeito.

Logo, entende-se que o impasse urge por medidas interventivas, pois fere com o bem-estar da minoria. Dessa forma, o Ministério da Educação deve valorizar o âmbito estudantil como forma de instruir os alunos a respeito de que nenhum tipo de preconceito é tolerável, e que as minorias não devem ser destratadas por não se encaixarem naquilo que a sociedade impôs, por meio de materiais e campanhas, que abordem temas como a gordofobia, por exemplo, e o quão mal ela faz para as pessoas que sofrem esse tipo de preconceito, tendo como fito o convívio harmosioso em sociedade, respeitando as diferenças de cada um, além de criar um futuro em que as pessoas serão menos preconceituosas. Assim, é possível alcançar uma sociedade que esteja para o bem coletivo, como pautava Aristóteles.