Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 20/08/2021

Desde o Iluminismo entende-se que a sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Entretanto, no que tange à gordofobia e a supervalorização de um padrão corporal, na contemporaneidade, é notório que esse pensamento não é, de fato, praticado. Logo, os indivíduos acima do peso ideal, frequentemente, sofrem com o preconceito da sociedade e com os efeitos nocivos da obesidade para a sua saúde.

Sob esse viés, é fundamental salientar que a sociedade tem o corpo magro como o padrão de beleza, deixando, assim, os indivíduos obesos marginalizados. A título de exemplificação, na trama americana “Insatiable”, a jovem protagonista só passa a ser aceita e notada pelo corpo social a partir do momento em que deixa de ser obesa para seguir o padrão corporal que é bem visto, evidenciando uma prática análoga à realidade. Desse modo, é indubitável que a gordofobia é presente na sociedade hodierna, sendo capaz de mudar drasticamente o modo de vida e a autoestima de uma pessoa, fazendo-se necessário a conscientização de todos sobre tal temática.

Ademais, é válido ressaltar que a aversão a pessoas gordas também pode contribuir para o surgimento de doenças danosas ao corpo e a mente, como os transtornos alimentares. Nesse sentido, devido ao afastamento social gerado pela gordofobia, os indivíduos podem desenvolver transtornos, como a bulimia e a anorexia, em busca de alcançar o “corpo perfeito” definido pela sociedade. No filme “O Mínimo pra viver” a personagem, interpretada pela atriz Lily Collins, sofre com a anorexia e as suas consequências, como a perda da musculatura e a anemia severa, por medo de engordar e não possuir mais o corpo padrão. Dessa maneira, a gordofobia também pode ter relação direta com os transtornos alimentares e os seus efeitos, destacando uma mudança de mentalidade e de atitudes do coro social como condição “sine qua non” para o cuidado com a saúde mental e física das pessoas.

Portanto, faz-se mister que a sociedade adote uma portaria crítica no que tange à gordofobia, por meio da criação de campanhas educativas, com a finalidade de promover a conscientização da população sobre a importância de um tratamento igualitário e os perigos dos transtornos alimentares, desenvolvendo, assim, um corpo social mais afetuoso e harmonioso. Além disso, o Ministério da Educação deve realizar palestras nas escolas e nas universidade, com o fito de incentivar jovens e adolescentes a aceitarem e respeitarem os seus corpos.