Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 20/08/2021
O conceito de gordofobia, também conhecido como “fat-shaming”, define-se na intolerância em dividir ambientes, objetos e na incapacidade opcional de fornecer opiniões, julgamentos positivos e diálogos respeitosos sobre e com pessoas que estão com sobrepeso. Com efeito, o debate sobre a gordofobia no Brasil se mostra cada vez mais presente, sobretudo nas redes sociais, dividindo a opinião entre a padronização social do corpo e entre a romantização da doença que gera consequências irreversíveis para os que lidam com a obesidade.
Por pressuposição, até então a sociedade e a mídia só pregavam e disseminavam culturalmente um padrão específico voltado para o corpo perfeito. Entretanto, em resposta a essa padronização ultrapassada, o movimento atual Corpo Positivo defende que a definição do corpo perfeito não pode se basear no corpo magro, e sim em todas as formas corporais desde que a própria pessoa se aceite dentro dele. Nesse sentido, obtendo-se muita adesão ao movimento foi responsável pela criação no âmbito da moda, da linha Plus Size, voltada para as maiores formas e com isso incentivou a autoaceitação e induziu a entrada de novos modelos de corpos na sociedade. Dessa forma, essa quebra cultural se mostra como uma luta contra a gordofobia, já que se autoaceitando o indivíduo não precisa de aceitação, principalmente de uma sociedade preconceituosa e gordofóbica.
Em verdade, um anúncio da Organização Mundial da Saúde que a obesidade precisa ser tratada como ela é: uma doença. Nesse viés, a acadêmica de nutrição Amanda Tomaz em sua rede social juntamente com a jornalista Mariana Ribeiro fez uma live, sobre a romantização do problema de saúde que assola parte substancial dos brasileiros. Diante disso, Mariana que havia passado por uma bariatríca disse que se tivesse optado pela aceitação em detrenimento de cuidar da sua saúde ao realizar um procedimento cirúrgico, provavelmente teria morrido, assim como morrem de pessoas consequências pelas transtornos causados pela romantização da doença.Assim, é válido que o incentivo à saúde deve ser priorizado para então haver aceitação.
Portanto, o debate sobre a gordofobia no Brasil precisa ser baseado em uma causa maior. Para isso, um OMS deve divulgar dados que revelem a importância de tratar a obesidade, seja com intervenção cirúrgica para os casos como de Mariana, seja com hábitos saudáveis que substituem os patológicos, de forma expressiva por meio de dados de óbitos ocasionados pela doença. Essa iniciativa critério a grave de alertar a sociedade obesa sobre a gravidade de velar e de romantizar a doença em resposta a essa repercussão preconceituosa e doentia, de sorte que fatalidades sejam evitadas e que a gordofobia não tenha palco diante da iminência de morte que os obesos vivenciam.