Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 20/08/2021

O Parnasianismo, escola literária contemporânea, teve como ideia principal a busca pela perfeição poética, fazendo referência ao Monte Parnaso- morada do deus da beleza Apolo. De maneira análoga ao campo literário, na sociedade hodierna, uma problemática é desenvolvida relacionada à temas como a gordofobia, que é alvo de debates pelas críticas constantes quanto ao corpo e ao modo de vida daqueles que fogem do padrão de perfeição imposto pela sociedade. Sendo assim, essa mácula social deve ser analisada em todos os âmbitos que atua.

Precipuamente, é indubitável que o Governo apresenta sua parcela de culpa na existência desse estigma no Brasil. O conceito de Saúde Pública se define como a arte e ciência de prevenir doença, prolongar a vida, promover saúde e a eficiência física e mental mediante esforço organizado da sociedade. Dessa forma, é explícito o papel do Estado como organização de preservação e prevenção da saúde física e mental dos indivíduos que sofrem com a gordofobia. Todavia, o corpo público, diante dessa problemática, se mostra inexpressivo, o que, muitas vezes, favorece a gravidade dessa questão.

Ademais, a família se relaciona de maneira direta com a persistência dessa entrave crescente no país. De acordo com a Escola de Frankfurt, as famílias são a primeira e principal fonte de moral e de ética para formação mental que o indivíduo possui. Nesse sentido, é possível analisar a influência que essa instituição representa no que tange à prática da gordofobia, por se relacionar diretamente com a construção da sociedade e das suas práticas, que, nesse caso, se apresenta negativamente. Desse modo, é nécessario que haja uma atuação cooperativa entre o poder público e a comunidade, visando o funcionamento adequado do corpo social.

Destarte, no que se refere ao debate sobre a gordofobia no Brasil, medidas são necessárias para que haja maior conscientização. A fim disso, o Governo, com auxílio do Ministério da Educação, deve, por meio de multas, estabelecer limites calóricos mais restritos, principalmente nas empresas de fast-food, com o fito de promover uma reestruturação alimentar, o que favorece a saúde física e, direta ou indiretamente, a saúde mental dos indivíduos que sofrem com a obesidade. Além disso, o MEC, vide atuação das instituições de ensino, deve proporcionar aos estudantes e suas famílias uma formação psicossocial favorável contra a prática da gordofobia, disponibilizando diálogos esclarecedores que abordem os riscos da prática do bullying e, de forma mais abrangente, da prática de atitudes gordofóbicas, visando atenuar esse infortúnio presente no país.