Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 20/08/2021

Durante a Idade Média houve o surgimento do movimento renascentista, no qual o pintor Leonardo da Vinci estabeleceu proporções perfeitas do corpo humano na sua obra “O Homem Vitruviano”. Apesar do hiato temporal, na sociedade contemporânea ainda prevalece uma concepção de idealização corporal, que desencadeia problemas segregacionistas, como a gordofobia. A partir desse contexto, é fundamental entender a origem, bem como o maior impacto  desse problema na sociedade.

Nessa perspectiva, torna-se necessário analisar a esteriotipação das mídias como fator influenciativo da prática da gordofobia. Isso acontece porque, segundo o filósofo sul-coreano Byung-Chul Hun,  as redes sociais são terrenos férteis para a sociedade do cansaço, tendo a realidade compartilhada como utópica. Sob essa ótica, constata-se que o corpo idealizado, por ser o padrão social, muitas vezes é fruto de processos estéticos virtuais, como o photoshop, proporcionando uma busca social por algo irreal. Desse modo, faz-se imperioso propagar a realidade da sociedade por completo, haja vista que os impasses são inerentes a todos.

Ademais, a exclusão desencadeada devido ao estigma social da obesidade, eleva os índices de doenças mentais no Brasil. Prova disso é que, segundo dados associados do IBGE e da OMS, 30%  dos pacientes que buscam perder peso apresentam depressão, provocando em casos extremos, o suicídio. Tal realidade pode ser explicada devido a capacidade física reduzida de pessoas ditas obesas e sua falta de representatividade social, sendo então imperativo, medidas que revertam tal conjuntura.

Portanto, compete ao Ministério da Educação associado as escolas, a implantação de palestras semanais, com profissionais qualificados, que explore a difusão dos motivos que geram a obesidade e a necessidade de aceitação as diferenças, tendo em vista que segundo a Lei Maior do Brasil,  todos devem ser tratados igualmente. Tal prática terá a finalidade de reduzir os índices de gordofobia no Brasil e a idealização corporal presente desde o período renascentista.