Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 09/11/2021

De acordo com o renomado escritor Augusto Curry “Toda beleza é imperfeitamente bela”. Jamais deveria haver um padrão pois toda beleza é exclusiva". Em vista disso e do contemporâneo debate acerca da gordofobia no Brasil, urge a necessidade de discorrer a cerca de duas problemáticas consequentes desse terrível preconceito, são elas: a geração de doenças devido a compulsão pelo corpo magro e a falta de acessibilidade para pessoas gordas.

De início, é válido pontuar que o recorrente uso de dietas mirabolantes e a busca constante por um corpo esguio  pode trazer sérias complicações para a saúde. Tal qual evidenciado no livro Não Sou Exposição da nutricionista comportamental Paola Altheia, que cita tanto complicações psicológicas, tais quais distúrbios alimentares e distorção da imagem corporal, quanto adversidades físicas, como deficiência de nutrientes. Sendo assim, o medo constante de engordar é em grande parte advindo de uma associação do corpo gordo a uma estrutura doente, correlação essa que  não somente é errada como concebe a verdadeira causa para o adoecimento, visto que desregula o equilíbrio físico-psíquico de diverssos indivíduos anteriormente saudáveis.

Ademais, é importanre ressaltar que o dificílimo acesso a direitos básicos que pessoas com peso acentuado vivenciam, tanto no ambiente público quanto no privado, está intrisicamente ligado a gordofobia. Como abordado por Bia Gramion, modelo plus size e  ativista da causa, em sua página na rede social instagram, os entraves são diverssos, desde a não existência de acentos apropriados em transportes a pouca ou nenhuma disponibilidade de vestimentas. Devido, em síntese, a um não planejamento adequado para a incluir estes seres humanos obesos ou com sobrepeso, socialmente indesejados, que de acordo com o site oficial da União somam cerca de quarenta e um milhões de cidadãos. Portanto, a inacessibilidade, além de uma infração do art. 5 da constituição que assegura direitos iguais para todos os brasileiros, é também um imenso entrave para parcela significativa do povo.

Em suma, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas publicitárias que desconstruam as pré-concepções gordofóbicas presentes no senso comum. Para tal, deve-se utilizar como meio as redes socias, posto que essas tem um papel relevante na disseminação de padrões corporais irreais, que inegavelmente  são extremamente degradantes para os seres humanos, sendo por tal o melhor veículo para alcançar um amplo público alvo para pautar o desmantelamento desses estereótipos. Destarte, a gordofobia no Brasil será paulativamente freada.