Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 23/08/2021

A gordofobia presente na sociedade brasileira é prejudicial para a saúde mental e física daqueles que sofrem este estigma. Tal afirmativa pode ser relacionada à frase do filósofo Platão: “O importante não é só viver, mas viver bem”, já que no Brasil pessoas que são consideradas obesas têm maiores dificuldades para viver bem. Essa dificuldade se deve ao preconceito que é sofrido por essas pessoas e pela necessidade de se encaixar nos padrões estéticos impostos pela sociedade. Desse modo, são prementes debates sobre as consequências dessa problemática.

Em primeiro plano, deve-se analisar o quanto o preconceito é prejudicial para a manutenção da saúde mental e física daqueles que sofrem gordofobia. Pode-se associar tal temática aos versos de Lulu Santos: “Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”, pois esses versos expressam que a mudança no mundo é constante e uma pessoa que tem problemas de obesidade é capaz de mudar a situação, com o tempo. A infeliz interferência daqueles que praticam bullying ou qualquer outro tipo de discriminação é prejudicial para essa mudança. Sendo que muitas vezes a mudança não é nem necessária, porque apesar da pessoa aparentar estar acima do peso ela pode ter a saúde impecável. Os padrões impostos pela sociedade não definem o bem-estar individual.

Sob esse mesmo prisma está a afirmativa feita pelo filósofo Platão: “A medida do homem é o que ele faz com o poder”. Tendo em vista que na sociedade de hoje os que têm poder seriam aqueles que se encaixam nos padrões impostos pela sociedade e podem levar uma vida sem sofrer críticas ou pressão de terceiros, o que não é o caso daqueles que sofrem gordofobia. Esse forte desprezo às diferenças de cada um força as pessoas que estão acima do peso a tentarem mudar de qualquer forma, muitas vezes se submetendo a procedimentos estéticos que são prejudiciais à saúde. Infere-se portanto que a sociedade doente dos dias de hoje é capaz de se prejudicar apenas para não ser diferente.

Tendo em vista o quanto a gordofobia é prejudicial para a saúde mental e física dos indivíduos que sofrem com esse tipo de preconceito é necessário um posicionamento do Ministério da Saúde quanto a essa problemática. A promoção de campanhas contra a gordofobia e de campanhas que demonstrem que é normal ter corpos fora do padrão imposto pela sociedade através das redes sociais e das escolas são essenciais para o fim desse tipo de discriminação. Essa ação será capaz de mudar a conduta daqueles que praticam o preconceito e de melhorar a vida daqueles que sofrem com isso.