Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 24/08/2021
Promulgada pela ONU, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, igualdade e ao bem-estar social. Entretanto, na prática, tal garantia é deturpada, visto que a gordofobia encontra-se efetivada na sociedade. Desse modo, a negligência governamental em consonância com o transtorno alimentar são os principais pilares para esses conflitos.
Primeiramente, vale ressaltar a inoperância estatal como impulsionadora da problemática. Destarte, segundo o IBGE, 40% das Unidades Básicas de Saúde não oferecem psicólogos, nutricionistas e endocrinologista. Sob esse viés, denota-se que a pessoa obesa possui seu direito à saúde negligenciado, pois sem profissionais, os gordos acabam vetados de acompanhamentos adequados e agravam a obesidade.
Ademais, surgem os distúrbios alimentares como resposta desse alarmante panorama. Por essa perspectiva, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a depressão advém da insatisfação de um indivíduo com o outro ou consigo mesmo. Sob essa ótica, as pessoas fazem uma pressão social muito grande em cima dos obesos exigindo que se encaixem no padrão social de corpo magro. Dessa forma, com essa imposição os acima do peso, ao não coseguirem se encaixar nesses padrões, acabam desenvolvendo disfunções mentais e alimentares como anorexia, depressão, ansiedade e bulimia.
Portanto, com intuito de mitigar a gordofobia, urge que o Estado, como promotor e garantidor do bem-estar social, disponibilize subsídios para que o Ministério da Saúde reverta essa verba em contratação de profissioanis que, por meio de workhops, nas escolas, atenderia a população obesa. Além disso, é mister a mídia ensinar e divulgar a importância de cada um respeitar as diferenças. Somente assim, a Declaração Universal dos Direitos Humanos entrará em completo vigor.