Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 02/09/2021
No período da Grécia Antiga, métodos como a maiêutica socrática foram utilizados com o intuito de abranger o conhecimento perante a discussão reflexiva. Todavia, infelizmente, a atual sociedade brasileira apresenta, em virtude da falta de debates, problemas como a gordofobia. Destarte, é inadmissível que tal contexto persista, urgindo, portanto, averiguar a causa dessa realidade, e também o impacto da negligência estatal frente ao tema.
Primordialmente, faz-se necessário analisar como o preconceito contra obesos se origina e, ainda, as suas calamidades para os indivíduos afetados. Segundo a raciologia, os seres humanos que apresentassem características divergentes do padrão eurocêntrico, seriam considerados inferiores. Nesse sentido, o pensamento de padronização dos indivíduos contribuiu, de certo modo, para a atual existência de discriminações, haja vista que a aversão a pessoas acima do peso possui seu prelúdio na estereotipação social. Assim, a disseminação de ódio interpessoal culmina muitas vezes em casos de violência simbólica, a qual afeta diretamente as vítimas, e causa tanto danos morais quanto psicológicos.
Outrossim, é crucial salientar a culpa do Estado na perpetuação de entraves envolvendo a discriminação entre cidadãos. Dessa maneira, congruente a Émile Durkheim, “Os laços sociais são as normas que todos aprendem a respeitar e que sem eles tudo seria um caos”, com isso, nota-se a essencialidade de um regimento que assegure o controle social. Entretanto, a displicência do governo corrobora para a desordem, devido principalmente à carência de um respaldo estrutural com intuito de minimizar ações de injúria. Logo, a escassez de políticas públicas que viabilizem mitigar o problema da gordofobia, como a proliferação de campanhas e palestras em prol da conscientização social, agrava piamente o progresso do país.
Em síntese, convém elaborar medidas que objetivem intervir sobre os impasses apresentados. Indubitavelmente, compete ao governo federal, em conjunto com o Ministério da Educação, investir na ampliação de campanhas que busquem sinalizar os impactos do preconceito social, principalmente, na vida de obesos. Isso pode ser feito por meio da criação de mesas-redondas e palestras, ministradas nas escolas do país por especialistas em ética, os quais debaterão o tema da obesidade e as consequências do preconceito social. Sendo assim, tal ação possuirá a finalidade de suscitar a conscientização populacional por meio do debate e então, minimizar o aparecimento de atitudes desrespeitosas contra a obesidade dos indivíduos.