Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 14/09/2021
O filme de romance ‘O amor é cego’, relata de forma cómica uma séria temática que é o julgamento exterior às aparências. Desse modo, durante o seu decorrer, ele demonstra que uma pessoa vai muito além de seu peso e de padrões idealizados. Assim, embora o corpo esteja diretamente atrelado a saúde, a civilização moderna costuma erroneamente conciliar esse conceito a perfis estéticos, contribuindo dessa forma para o surgimento de preconceitos como a gordofobia. Isto posto, no Brasil, a falta de empatia entre os cidadãos juntamente com a valorização da aparência acima do carácter corroboram para o avanço de discriminações estéticas e intolerância às pessoas corpulentas.
Sendo assim, segundo o escritor brasileiro Augusto Cury: “Solidariedade é enxergar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas”. Logo, a falta de empatia entre os indivíduos contribui para a perpetuação de discursos de ódio, que não ferem somente aos atingidos pelas falas negativas, mas também a todo um grupo de pessoas envolvidas com os flagelados, pois mal só gera mal. Ademais, a falta de respeito da sociedade com as individualidades e a tentativa de impor padrões é algo extremamente aterrorizante, uma vez que elimina uma das coisas mais belas da vida que é a diversidade.
À vista disso, o médico brasileiro Roberto Shinyashiki diz que: “Em um mundo no qual o dinheiro é mais valorizado que os sentimentos, a aparência também acaba sendo mais importante que a essência”. Dessa forma, é possível perceber que a compreensão do que é o ser humano vai muito além de um perfil visual estabelecido. Consequentemente, tentar impor uma forma corporal influenciado só por fundamentos estéticos, é uma ação extremamente errada, uma vez que muitos dos caminhos que levam a magreza desejada não são por meios saudáveis, e sim, em várias situações, distúrbios gravíssimos como a bulimia e a anorexia. Logo, é indispensável perceber que acima de tudo o indivíduo deve estar satisfeito consigo mesmo e com o seu corpo e buscar manter-se saudável física e psicologicamente independentemente dos padrões existentes.
Portanto, para extinguir essa mazela, é preciso que o governo, especificamente o Ministério da Saúde e o da Educação, trabalhem juntos para instruir e sensibilizar os cidadãos sobre os males trazidos pela gordofobia. Então, isso deve ocorrer por meio de palestras, rodas de conversa e publicidades que instruam os indivíduos sobre as sequelas geradas por essa prática, além de incentivar entre eles o sentimento de empatia. A fim de que, assim como no filme O amor é cego, os brasileiros comecem a entender que o ser humano é algo mais complexo do que apenas um corpo ideal, acabando ,dessa forma, com a gordofobia no país.