Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 02/09/2021

Albert Einstein, um grande físico teórico, afirma com convicção que a estupidez humana é, indubitavelmente, infinita. De fato, tal ignorância ilimitada pode ser verificada na idiossincrasia do ser humano nos casos de gordofobia no Brasil, que é um forma preconceituosa, repugnante e desprezível de julgar uma pessoa pelo excesso de peso ou por ser obesa. Posto isto, esse comportamento abominável é uma transgressão social absurda e inaceitável, que pode gerar vários danos psicológicos irreparáveis nas vítimas. Perante o exposto, torna-se impreterível atuar para retroceder essa terrível e impiedosa situação, que tem como impulsionador a invisibilidade e a impunidade.

Sob esse viés, pode-se apontar como um fomentador do problema a invisibilidade. Nessa conjuntura, é considerável ressaltar o pensamento de Bauman, que considera a falta de visibilidade correspondente ao perecimento, em razão da humanidade viver no século da informação. Efetivamente, tal invisibilidade está presente no debate sobre a gordofobia no Brasil, visto que um levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, apontou que o preconceito contra pessoas obesas esteve presente na rotina de 92% dos brasileiros. Todavia, apesar desses dados serem alarmantes, existem poucas campanhas de prevenção e conscientização contra essa intolerância. Diante dessa perceptiva, hà, efetivamente, uma invisibilização instaurada nos casos de gordofobia.

Além disso, outro ponto relevante nessa temática é a impunidade que está, vigorosamente, presente no problema. Diante desse cenário, é valoroso destacar que de acorco com Marco Túlio Cícero, a possibilidade da impunidade é um encorajamento para cometer desregramentos. Realmente, esse estímulo pode ser verificado nos debates sobre a gordofobia, uma vez que a pesquisa da Skol Diálogos, apontou que na região sul do país, 29% das pessoas ouvidas já fizeram comentários de preconceito estético. Entretanto, esses transgressores não sofreram nenhum tipo de punição por parte da justiça, que é falha na proteção dessas vítimas e abre espaço para que esses e outros preconceitos se acentuem cada vez mais na sociedade brasileira. Logo, é incontestável que a impunidade está presente nessa contrariedade e precisa ser combatido.

Infere-se, portanto, que o caminho para combater a gordofobia no Brasil é difícil e pedrogoso, mas precisa ser percorrido. Para isso, Estado deve providenciar medidas para efetuar punições a quem praticar esse preconceito, por meio de leis mais rígidas e bem estruturadas, a fim de eliminar esse comportamento gordofobico e, consequentemente, reverter a quadro da impunidade. Tal ação pode, ainda, contar com o apoio do Ministério Público na averiguação de denúncias. Por conseguinte, será possível perceber a recessão na estupidez humana retratada por Albert Einsten.