Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 06/09/2021
A declaração universal dos direitos humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão da gordofobia. Nesse contexto percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da perda de direitos e da baixa autoestima.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a perda de direitos. Nesse sentido, as pessoas gordas precisam ter seus direitos assegurados, como lutar para que hospitais tenham macas, cadeiras, aparelhos e roupas para todos os corpos. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratudista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não compre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a igualdade, o que infelizmente não é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a baixa autoestima como impulsionador da gordofobia no brasil. Diante de tal exposto é notório que esse problema aumente a chance de desenvolvimento de hábitos alimentares ruins, dificuldade de emagrecimento ou de manutenção do peso. Segundo a filósofa francesa Simone de Beauvoir “o mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que a mídia, por intermédio da televisão e redes sociais, deixe evidente de que a gordofobia cresce cada vez mais na sociedade, a fim de que as pessoas se conscientizem a melhorar seus comportamentos com os indivíduos que sofrem com esse problema. Assim, se consolidará uma federação mais empática e humana, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.