Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 02/09/2021

Em meados do século XX, a figura de uma atriz e modelo norte-americana teve uma grande repercussão por conta do seu talento e por causa do seu corpo. Essa celebridade ficou conhecida como Marilyn Monroe, na qual não tinha um físico esquelético e, ainda sim, era aclamado. No entanto, na sociedade hodierna, a mesma sofreria gordofobia por não se encaixar no padrão magro. Dessa maneira, surge a problemática intrinsecamente ligada à realidade brasileira, seja pelo preconceito, seja pelas convicções.

Assim, é incontrovertível que a ignorância esteja vinculada às causas do problema. De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de coercitividade e generalidade. Analogamente, percebe-se que, no Brasil, o preconceito entra em conformidade com o pensador, uma vez que o pensamento de que um corpo acima do peso é menos bonito que um corpo padrão ou é menos saudável do que um físico magro, é uma forma errônea de se pensar, na qual se desenvolve o bullying e a gordofobia com pessoas que possuem essa estrutura.

Outrossim, cabe ressaltar a psiquê como impulsionadora do problema. Segundo o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, as convicções são prisões. Sob essa ótica, observa-se que o pensar entra em analogia com o sábio, haja vista que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quem sofre bullying em relação à imagem corporal, tem mais chances de desenvolver doenças psíquicas como a ansiedade e a depressão. Com isso, o ato de pensar torna-se uma prisão, em concordância com a teoria do intelectual germânico.

Dessarte, medidas são imprescindíveis para erradicar o entrave. Nesse sentido, em relação ao preconceito, urge que o Ministério da Cultura faça campanhas de representatividade, através de filmes e propagandas com pessoas que têm o corpo fora do padrão, especificamente os que estão acima do peso, para que indivíduos com mesmo físico consigam se inspirar e se identificar. Ademais, a alternativa para as doenças psíquicas é que o Governo Federal, concomitantemente com psicólogos, façam projetos sociais, pelo sistema único de saúde (SUS), focado em pessoas que têm excesso de peso e sofrem de depressão e ansiedade, por exemplo, por meio de sessões de terapia, para que o indivíduo, vítima do sistema, consiga ter uma boa saúde mental. Desse modo, espera-se diminuir a gordofobia em questão no Brasil.