Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 04/09/2021
Um importante jornal do Reino Unido publicou uma coluna de opinião sobre um manequim com uma roupa esportiva da nike que dizia que aquele padrão é provavelmente de alguém pré-diabético e a caminho de uma prótese de quadril. Essa situação não é algo distante do Brasil, em que as pessoas que estão acima do peso lidam constantemente com comentários ofensivos. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a rotulação de uma pessoa pela aparência e os impactos que isso gera sobre a mesma.
Primeiramente, é indubitável que atribuir julgamentos a aparência é algo muito enraizado ainda na sociedade e que precisa ser combatido. Isso acontece frequentemente com obesos que tem seus corpos associados a falta de saúde e de cuidados e que acabam sofrendo discriminação. A modelo Tássia Marcondes rebateu ao que foi colocado pelo jornal dizendo que “Nem todo gordo é doente e nem todo magro é saudável”. Dessa forma, é evidente a necessidade de uma mudança de pensamento e conduta por parte da sociedade.
Outrossim, é notório como isso repercute negativamente na pessoa, que pode começar com uma baixa autoestima, depois a mesma não quer mais sair de casa, deixa de se socializar e pode chegar a casos mais graves como depressão ou suicídio. A obesidade cria uma enorme carga psicológica que pode se configurar no maior efeito adverso. Desse modo, o tema exige uma maior atenção e sensibilização.
Em virtude dos fatos supracitados, faz-se necessário a adoção de medidas que venham a combater a gordofobia. Por conseguinte, o Estado deve fornecer através do SUS uma equipe multiprofissional com médico, nutricionista, psicólogo, no intuito de acolher a pessoa que sofre com obesidade e procurar juntamente com ela o melhor tratamento. E a mídia, que possa abordar mais esse tema, por meio de depoimentos dessas pessoas, a fim de fazer com que uma sociedade quebre preconceitos e tome atitudes diferentes e que casos como o do jornal não ocorram mais.