Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 13/09/2021
Já dizia a cantora Pitty na canção ‘Adimirável Chip Novo’: “Lá vem eles novamente, eu sei que vão fazer, reinstalar o sistema”. Nesse contexto, percebe-se o quão manipulável o homem pode ser. Logo, a ideia de corpo perfeito vendido pela mídia faz as pessoas que não o possuem sofrerem preconceito por grande parte da população, muitas vezes velado com argumentos médicos. Portanto, é preciso encontrar meios para combater a gordofobia no Brasil.
De fato, o ser humano pode ser facilmente influenciado. Nesse contexto, a bióloga Bruna Corina diz que o homem tende a seguir um comando amplamente imposto à maioria. Dessa forma, se a televisão, por exemplo, explana que ter o corpo magro é o ideal, a maior parte da população acreditará e tentará encaixar-se nesse padrão. Ademais, os casos de compulsão alimentar, como a bulimia, crescente no país desde 2009, de acordo com O Globo, só reforça a aversão do povo à possibilidade de engordar.
Além disso, aqueles considerados gordos são alvo de discriminação, essa muitas vezes mascarada. Nessa circunstância, a BBC mostrou o relado da jornalista Alexandra Gurgel, no qual ela comenta que é vista como uma pessoa doente, que sua grodura faz mal e que não é saudável ter um corpo como o seu. Entretanto, vários amigos seus, magros, que consomem bebida alcoólica e fasts foods em excesso, não são reprimidos por ninguém em relação aos seus habitos alimentares e saúde. Desse modo, nota-se que a implicância sofrida por Alexandra não tinha a ver com seu vigor, mas sim com seu corpo.
Sendo assim, é necessário diminuir os episódios de gordofobia no Brasil. Isso pode ser feito com a criação de delegaciais especiais para esses casos em todas as metropoles brasileiras, da mesma maneira que existem as que combatem o racismo no Rio de Janeiro. Elas podem ser construídas pelo Departamento de Proteção à Pessoa de cada estado. Desse jeito, mais casos de gordofobia seriam expostos e combatidos.