Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 14/09/2021
Gordofobia é um termo que se refere às atitudes das pessoas que pensam que quando uma pessoa está acima do peso, é um indivíduo inferior ou que merece ser desrespeitada. ”Apesar de o nome ser novo, é algo que sempre existiu. Há estudos com universitários em que afirmam preferir se casar com traficantes ou bandidos do que com obesos”, diz o Dr. Adriano Segal. Além disso, essa opressão é caracterizada por discriminação, dano e apelidos, podendo causar depressão, baixa autoestima e até suicídio.
Em primeiro lugar, sob perspectiva do sociólogo Karl Marx, a economia determina a sociedade. No Brasil, todos os níveis da sociedade, seja moda, serviços de transporte ou ambiente de trabalho, refletem os ideais econômicos dominantes, principalmente na indústria da mídia, na qual são contraditórios com a “estrutura social” imposta principalmente pelo relacionamento comercial. Em um mundo criado seguindo o padrão de ser magro, o cotidiano traz dificuldade às pessoas que estão acima do peso, como restaurantes, catraca de ônibus, assentos de aviões, ou no ato de comprar uma roupa, já que estes não estão preparados, ou apenas despreocupados em atendê-las.
Em segundo lugar, a gordofobia se fortalece sobre as práticas discriminatórias, as quais são passadas por gerações, demonstrando a trivialização da problemática. A filósofa Hannah Arendt, alega que um comportamento passa a ser executado, inconscientemente, a partir da normatização desses acontecimentos. Assim, a gordofobia é conservada, como aponta um estudo do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), afirmando que esse preconceito está presente na rotina de 92% dos cidadãos.
Conclui-se então, com a necessidade da tomada de medidas que reduzam esse problema. Diante disso, cabe ao Estado, mediante os Ministérios da Educação e Ciência e Tecnologia, a criação de um plano educacional que combata a intolerância relacionada aos padrões de beleza impostos pela sociedade. O projeto deve ser realizado incentivando os alunos a programas educacionais e de debates, com o emprego de palestras e aulas práticas sobre estética corporal, mediadas por psicólogos e professores da área, objetivando a valorização social. Assim, a população poderá se opor à gordofobia, incluindo todas as pessoas como elas realmente são.