Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 14/09/2021

“Ela era puro osso, parecia uma múmia” frase dita sobre a personagem Chiemi de “Wonder Egg Priority”, em seu funeral. Chiemi após ter seu corpo ofendido por sua ídola se tortura por dias não se permitido comer e em seguida comete suícidio. Em vista deste exemplo é preciso destacar as catastróficas consequências que a gordofobia trás, a fim de normalizar o “corpo real” e humano.

Diante do exemplo de Chiemi, infere-se que este preconceito fere diretamente a autoestima daquele que é julgado, assim, no Brasil contemporâneo é difícil aceitar seu próprio corpo quando tem-se em vista que a gordofobia está presente no cotidiano de 92% dos brasileiros segunda a pesquisa realizada pelo Ibope em 2017. Apesar do grande número de vítimas, apenas 10% dos brasileiros se assumem gordofóbicos, hipoteticamente está possível omissão é gerada pela despercepção deste tipo de ofensa, já que a gordofobia é escondida entre as frases cotidianas que já vem sendo usadas por muito tempo, como por exemplo: “você não é gorda, você é linda!” ou “seu rosto é tão lindo por que não emagrece?”, devemos extinguir estas frases do nosso dia a dia, gordofobia é crime.

Ainda no Brasil, se percebe muito o preconceito vindo de médicos e profissionais da saúde, a gordofobia destes vem “mascarada” de preocupação, mas, gordura não é doença. Isto pode ser retratado pelo relato de Thayná Bustamante: “Eu não aguentava de tanta dor. O médico me atendeu na cadeira mesmo e nem tocou em mim. Só disse que não poderia fazer a cirurgia porque era arriscado operar alguém enorme de gorda” Thayná sofria de pedras na vesícula, e teve de consultar com mais três médicos para que pudesse fazer sua cirurgia. Portanto, a urgência de eliminar a fobia de gordura do bom senso brasileiro é óbvia.

Logo, o Ministério da Educação (MEC) é fundamental, pois é o principal responsável por determinar quais conteúdos devem ser ensinados a crianças e jovens brasileiros, e por conscientizar as pessoas sobre a existência de uma minoria desprezada. Isso deve ser alcançado através do debate sobre este preconceito com pessoas que já o experienciaram, fomentando assim a empatia e o amor pelo próximo em todos os alunos. Com isso, o preconceito das futuras gerações será muito menor e, eventualmente.