Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 14/09/2021
Não é de hoje que é visto corpos de pessoas acima do peso sendo totalmente ridicularizados e esteriotipados por conta de uma sociedade altamente preconceituosa. Isso também é muito visível tanto na vida real quando em filmes e seriados, onde essas pessoas são vistas como “piadas” e “desvaidosas”.
Em consequência disso, vê-se que a gordofobia tornou-se algo natural com o passar dos anos em todos os lugares do mundo e estando presente na realidade de muitos brasileiros que são ridicularizados, desmerecidos e excluídos. Diante desse cenário, é possível imaginar onde essa falta de empatia pode chegar, abalando a autoestima e confiança dessas pessoas levando-as a uma depressão severa que as vezes pode ser resultante a um suícidio pela falta de vontade de viver em sociedade por conta dessas dificuldades de inclusão.
Entretanto, é normal ser visto esse preconceito de maneiras imperceptiveis através de filmes e séries de comédia, fazendo com seja normalizada a desumanização desses corpos. Pode-se mencionar, por exemplo o filme “Minha mãe é uma peça” onde é retratada a adolescente “Marceline” que traz exatamente esse esteriótipo de mulher gorda que tem como único objetivo no filme ser ridicularizada com piadas gordofobicas e esteriótipos de “desvaidosa” e “fracassada” para o entretenimento dos consumidores da obra.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para a diminuição da descriminilização desses corpos na sociedade brasileira atual. O Governo deve criar centros de apoios psicológicos para que tais pessoas não se sintam sozinhas e desamparadas, tendo atendimento presencial, via chat e chamadas. Em virtude do que foi mencionado, começar a quebrar esses tabus envoltados a pessoas gordas, trazendo mais representatividade em campanhas, lojas e dentre outros lugares também seria um passo a mais para o fim dessa jornada dolorosa para aqueles que passam por isso diariamente.