Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 03/02/2022
Na série americana “This is us”, Kate sofre desde sua infância com comentários e rejeição de colegas por possuir um peso a cima do normal. A série, portanto, expõe a realidade de muitos brasileiros que não fazem parte do padrão imposto pela sociedade, fruto da influência midiática. Entretanto, no Brasil, tem surgido uma geração de pessoas que são a favor da aceitação de todos os corpos e normalizam a obesidade, que é configurada como uma doença. Assim, faz-se necessário o debate do assunto para que não só o respeito seja alcançado mas que, também, a informação seja priorizada.
Em primeira instância, tem-se a a mídia como principal agente promotor da gordofobia. Segundo pensadores da escola de Frankfurt, os meios de comunicação de massa, como as mídias sociais e televisivas, possuem natureza comercial e manipulativa com o intuito de lucrar e homogeneizar os indivíduos. E, com esse seu poder de alienar a massa, surge os padrões de consumo e de beleza, os quais oprimem os que não estão dentro desses parâmetros impostos. Logo, para que a gordofobia, considerada um tipo de opressão social, seja erradicada, é importante que as pessoas tenham criticidade para, assim, entender que a cultura de massa é nociva para todos.
Ademais, a normalização do sobrepeso também é perigosa, isso porque a obesidade traz consigo vários problemas de saúde. Sobre isso, segundo a Organização Mundial de Saúde, a obesidade é caracterizada pelo excesso de gordura corporal depositada em diferentes partes do corpo, podendo desencadear alto grau de inflamação, levando à coexistência de vários fatores de risco para a saúde, o que reduz a espectativa de vida em 6 anos. Desse modo, se a obesidade é uma doença, tem que ser tratada como tal, por isso que, apenas profanar a aceitação do corpo não é suficiente, é necessário que a saúde esteja em primeiro lugar. Portanto, medidas de prevenção e profilaxia seja divulgado para uma sociedade saudável.
Diante disso, fica evidente que a informação é a solução para todos os problemas que envolvem a obesidade. Assim, a escola, principal agente informativo, deve dar maior importância à filosofia e à sociologia, as quais abrangem temas sociais e filosóficos que estimulam o desenvolvimento do senso crítico. Além disso, a OMS, deve investir em campanhas que informem e alertem a população, e que essas sejam disseminadas pelas mídias sociais e televisivas para o uso de sua influência. É esperado que, com essa medidas sendo colocadas em prática, a população brasileira não será manipulada pela mídia e estará bem informada.