Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 18/09/2021

Segundo a poeta Rupi Kaur “a representatividade é vital”. Porém, ao analisar a questão da gordofobia e o culto ao “corpo perfeito”, vemos que o Brasil não é representativo para as pessoas que não se enquadram nos padrões estabelecidos pela sociedade. Nesse contexto, a má influência da mídia e a falta de debate são entraves que dificultam a resolução desse problema.

Inicialmente, a influência midiática exercida em torno do imbróglio é negativa. Isto é, a indústria da mídia, majoritariamente, é excludente à diversidade de corpos, como em capas de revistas, exibindo mulheres magras e com curvas e homens com o físico atlético e definido. Dessa forma, esse padrão exposto é tóxico, opressivo, e não representativo, sendo muito distante da real diversidade do cenário brasileiro.

Em segundo lugar, a gordofobia e o culto ao corpo padrão não são discutidos plenamente em nossa sociedade. Segundo o filósofo Jürgen Habermas “a linguagem é uma verdadeira forma de ação”. Dessa maneira, debater nas escolas, rodas de conversa e internet acerca das causas e consequências da gordofobia e dialogar sobre a necessidade de desconstrução do pensamento ao corpo padrão como perfeito é uma forma de agir sobre essa problemática que, lamentavelmente, persiste em nosso país.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Educação e o Governo Federal devem, em parceria, promover o debate em sociedade. Por meio da produção de cartilhas e vídeos na internet combatendo a gordofobia e incentivando a desconstrução do conceito de “corpo perfeito” nas escolas e redes sociais, como YouTube, Instagram e Twitter, a fim de conversar com esse problema e intervir na gordofobia e o culto ao corpo padrão.