Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 21/09/2021

Desde o período medieval existe a gordofobia, pois para o entendimento judaico-cristão clássico, a gula é um dos sete pecados capitais e, portanto, uma demonstração de fracasso moral. Nesse período, o jejum era uma prática constante que valorizava a espiritualidade em detrimento do corpo. Logo, fica claro que a cultura ao corpo padrão não é apenas um problema atual, mas que vem de gerações. A princípio, esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito enraizado aos corpos fora dos padrões, como também na falta de atuação da mídia e do Estado, para o rompimento do padrão imposto.

Principalmente, é fulcral pontuar que esses acontecimentos derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação desses mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Contudo, é importante ressaltar que milhares de pessoas são alvos de piadas preconceituosos, desencadeando problemas psicológicos como depressão derivada pela baixa auto-estima.

Ademais, conforme John Locke, os humanos nascem como uma folha em branco, na qual, ao decorrer da vida, vai sendo preenchida com experiências e hábitos adquiridos.

Portanto, é necessária uma intervenção para resolver esse empecilho. Desse modo, cabem às escolas descontruírem a ideia da gordofobia e alertarem sobre seus efeitos, junto com os familiares. Isso deve ocorrer por meio de palestras, com debates sobre essa temática, e disciplinas curriculares, como Educação Física, Filosofia e Sociologia. Feito isso, será possível quebrar esses padrões e aumentará a autoestima dessa população, como na composição de Meghan.