Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 13/10/2021
Na obra “Saramandaia” da Rede Globo, o autor retrata a personagem Dona Redonda, uma mulher gorda que sofre discriminação pelo seu peso. Assim como na novela, a gordofobia é um problema atual em nossa sociedade que precisa ser combatido. Dessa forma, as mídias sociais e as medidas governamentais forçam que pessoas acima do peso considerado padrão se sintam deslocadas a medida que não há representação adequada de corpos gordos na internet ou na televisão fazendo com que tais seres comprem métodos estéticos para entrar no padrão de beleza solicitado, além da falta de adequação em locais públicos para receber esses indivíduos, o que causam problemas psicológicos, como o transtorno alimentar e a depressão, e físicos, como a distorção de imagem.
Nesse sentido, os meios midiáticos reforçam estereótipos de corpos magros dentro da nossa sociedade, a fim de vender métodos estéticos invasivos para pessoas acima do peso. Tal problema ocorre devido a padronização de corpos em torno do globo, para venda de cosméticos, roupas e procedimentos com a finalidade da obtenção de lucro. Consequentemente, mulheres e homens se sentem insuficientes e abandonados quando não conseguem entrar nesse padrão socialmente aceito, causando assim a depressão e transtornos alimentares graves. Esse cenário pode ser comprovado pelos concursos de belezas, onde a beleza dos participantes é igual: Corpos magros e traços finos.
Ademais, a falta de adequação dos locais públicos como praças é um problema. Esse quadro deriva da questão estética que implica que todos devem seguir o mesmo corpo, sendo assim, não fazem medidas para abranger corpos diferentes, dificultando o dia a dia dessas pessoas. Isso resulta em indivíduos sem vontade de socialização, uma vez que locais públicos não são feitos para seus corpos e tiram sua vontade de sair de casa, causando depressão. Uma pesquisa do hospital Oswaldo Cruz ilustra essa lógica uma vez que mostra que 180 milhões de pessoas gordas no mundo, sofrem de depressão por estarem fora dos requisitos pré estabelecidos.
Dessa maneira, a falta de representatividades na mídia e a falta de medidas públicas que englobem tais pessoas é um problema que assola a sociedade. Para reverter esse quadro é necessário que o Ministério da Comunicação passe a fiscalizar de forma mais assídua propagandas estéticas e o Ministério da Cidadania crie projetos que consigam essas pessoas, como por exemplo, aumentando a representatividade dentro da mídia e criando assentos, catracas e até mesmo meios de locomoção inclusivos para tais pessoas. A fim de tal ação, é importante que deputados criem projetos de leis para beneficiar a sociedade e que fiscalizem tais projetos. Assim, com essas medidas, será possível alterar a situação atual, para salvar não só a autoestima da população, como também suas vidas.