Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 04/10/2021
Estigmatizante e prejudicial. Assim se pode caracterizar a gordofobia, que está em debate, no Brasil, principalmente devido à influência midiática sobre o ideal de beleza, e tem, como consequência, a pressão estética - que, por sua vez, pode afetar a saúde dos indivíduos. Nesse sentido, torna-se evidente a necessidade de abordar e solucionar a problemática.
De fato, o preconceito contra pessoas gordas resulta de um ideal construído socialmente e estimulado pela mídia. Desse modo, o modelo do que é considerado perfeito é vendido a fim de incentivar os indivíduos a buscarem por tal padrão, estigmatizando como inferiores os que não se adequam a ele - sendo essa uma das mais marcantes características da chamada “indústria cultural”, classificada pelos sociólogos Theodor Adorno e Max Horkheimer como o fator mais influente no comportamento da sociedade. Sob essa perspectiva, a padronização prejudica a aceitação da diversidade e gera discriminação, como a gordofobia.
Ademais, a aversão a pessoas acima do peso é prejudicial por excluí-las socialmente. Em decorrência de tal exclusão, estas tendem a procurar meios de mudarem quem são; contudo, com a intenção de obter resultados imediatos, nem sempre a alternativa escolhida é a mais saudável - de maneira que a saúde dos indivíduos é afetada pelo preconceito. Para ilustrar essa realidade, pode-se citar a série “O mínimo para viver”, produzida pela Netflix, que retrata a história de uma garota que desenvolve transtorno alimentar devido à pressão social da magreza, mostrando que os impactos negativos da gordofobia não se restringem apenas ao meio social, mas também atingem o cidadão. Diante disso, com o intuito de rebater a exaltação de corpos magros, influenciadores digitais gordos, como a conhecida Alexandrismos, pregam o discurso de que todos tamanhos, independentemente de peso ou aparência, são bonitos e devem ser aceitos.
Logo, é explícita a importância de debater a gordofobia no Brasil. Portanto, veículos midiáticos, como o Instagram, em parceria com influenciadores digitais, devem usar suas plataformas para promoverem a inclusão de pessoas gordas, por meio da criação de programas publicitários que alertem sobre as consequências negativas do preconceito, a fim de promoverem a aceitação desses indivíduos. Sendo assim, a padronização da indústria cultural terá menos impactos negativos, e a inclusão da diversidade amenizará o estigma e o prejuízo.