Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 30/09/2021
Historicamente retratada,na Grécia Antiga,pela idealização da magreza o acirramento das pressões estéticas sob a sociedade fomentou a radicalização e opressão do corpo gordo.Tal ode perpassa o corpo social por meio da exclusão de indivíduos fora dos padrões ,através de limitações em ambientes coletivos,e o progressivo aumento de distúrbios mentais e físicos àqueles que sofrem tal repressão.
A supervalorização da magreza, assinalada pela mídia nos anos 2000, por meio das afamadas obras Hollywoodianas: “Garotas Malvadas” e “Legalmente Loira”, as quais baseiam-se na contraposição entre uma protagonista magra e ideal e uma antagonista fora dos padrões estéticos, perpetuam a estereotipação do corpo gordo.Sem embargo,a construção da sociedade em prol de corpos magros acarretou na exclusão daqueles que possuem outro biotipo, de forma que esses não dispõem de estruturas sociais que se adaptem a eles,como por exemplo,assentos de ônibus e aviões que suportam apenas circunferências corporais pequenas.
Outrossim, o agravamento da cultura da magreza gera o crescimento de casos clínicos relacionados à transtornos mentais e alimentares,cenário retratado no seriado Instantiable ,por meio da protagonista Patty-adolescente que enfrenta a compulsão alimentar acarretada pela gordofobia. Sincronicamente aos distúrbios mentais,a SBCBN-Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica Nacional- apresenta a intensificação de 84% de procedimentos cirúrgicos que viabilizem a perda de peso extensiva e garantam um corpo magro.
Em vista da subversão de indivíduos gordos à transtornos mentais e físicos devido às pressões estéticas da sociedade, torna-se crucial que a OMS-Organização Mundial da Saúde- ofereça tratamento psicológico àqueles que sofreram os impactos da gordofobia e que o Estado adapte ambientes coletivos afim de assegurar a inclusão social de todos os indivíduos,Dessa maneira,projeta-se a desconstrução dos ideais estéticos e progressiva amenização da gordofobia no cenário social.