Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 14/10/2021

No período paleolítico, sem o domínio do fogo e de tecnícas de agricultura, os seres humanos eram obrigados a caçar para sobreviver, o que lhes conferiu uma vida com pouco sedentarismo. Hodiernamente, na sociedade pós-moderna, verifica-se que muitas pessoas sofrem com a problemática da gordofobia, seja pela discriminação, propriamente dita, seja pelas doenças associadas ao excesso de peso.

Em primeira análise, vale ressaltar que trata-se de um distúrbio alimentar, isto é, compulsividade de comer o tempo todo. Tal situação, possui diversos motivos distintos, como elevados picos de ansiedade oriundos das pressões cotidianas, como o trabalho. Nesse ínterim, a gordofobia, aversão às pessoas obesas, configura um tipo violência, uma vez que acomete o bem-estar físico e emocional da vítima. De acordo com o periódico científico, Natural Medicine, cerca de 19 a 42% dos adultos obesos já sofreram discriminação. Sendo assim, diante do exposto, nota-se a presença do preconceito instalado em vários aspectos da sociedade, como no âmbito laboral que, muitas vezes, o ataque vem associado a uma suposta incapacidade de produção em razão da obesidade, o que dificulta as relações de trabalho. Desse modo, deve-se adotar medidas que mitiguem os efeitos dessa mazela social.

Outrossim, o advento da Revolução Tecnológica, bem como os dispositivos eletrônicos, tal qual o celular, criaram e agilizaram serviços, como o delivery, ou seja, consiste na chegada da refeição em minutos, sem qualquer tipo de esforço físico por parte do cliente, o que seria impensável para o homem do paleolítico. No entanto, tal evento fomentou, de certa forma, o aumento de casos de obesidade no Brasil, pois ela acelerou o comodismo e o sedentarismo da população. Ademais, patologias graves vinculadas ao excesso de peso, como o infarto do miocárdio, sobretudo, em pessoas jovens, acendeu a importância do debate sobre a obesidade no Brasil, pois considerava-se que tais patologias acometiam somente pessoas de meia-idade.

Evidencia-se, destartes, que a gordofobia, assim como a obesidade são doenças que devem ser minimizadas para estabecer o bem-estar dos envolvidos. Para tal, primeiramente, cabe a sociedade praticar atitudes, como a empatia, a fim de não cometer atos discriminatórios. Tais práticas deverão ser mediadas por diálogos não só com especialistas, mas também com as vítimas da gordofobia para, assim, compreender sobre os efeitos que o preconceito causa, por meio de ‘podcast’ via mídias sociais, como FaceBook e Instagram Dessa maneira, certamente, essas ações colaborarão para a conscientização da população para combater essa aversão.