Debate sobre a gordofobia no Brasil
Enviada em 13/10/2021
O livro “Sintonia Perfeita”, escrito pela Amanda Maia, Effy, uma das personagens, é uma mulher gorda o qual em determinado capítulo ela fala sobre os preconceitos de ser gorda do século XXI, já que constantemente recebe comentários ofensivos e as pessoas a trata com nojo pela sua gordura, isto é gordofobia. Ao refletir a respeito do debate sobre a gordofobia, no Brasil, a problemática ocorre em virtude do conceito errôneo sobre saúde, o que corrobora para consequências psicológicas e físicas nas vítimas. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, na Grécia Antiga os indivíduos considerados belos tinham corpos avantajados, ou seja, gordos, porém na atualidade o conceito inverteu-se. Diante disso, percebe-se que a sociedade confunde saúde com magreza, no entanto é um conceito equivocado, pois não necessariamente é verdade. Analogamente, isso ocorre de acordo com a definição de “Reificação” do filósofo Karl Marx, o qual as pessoas se tornaram objetivos, sendo definidos pela sua aparência, o qual pode ser enganoso. Logo, isso resulta no preconceito com as pessoas acima do peso.
Desse modo, as ofensas geram consequências na vida das pessoas que sofrem com isso, principalmente nas crianças, que estão em processo de formação. À vista disso, a influencer Bárbara Cavalcante relata que em sua infância sofria com os comentários gordofóbicos de parentes e na escola, devido a isso a afetou psicologicamente, sofrendo com transtorno de bulimia e anorexia, por anos ela lutou com isso e atualmente está tentando manter sua saúde mental equilibrada. Seguindo essa linha de pensamento, a gordofobia é algo sério e que pode afetar as vítimas de maneira irreversível, por causa de um preconceito infundado.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate a deturpação do conceito de saúde, de forma que o tecido social desprenda-se de certos tabus e casos como a de Effy seja cada vez mais ínfimos.