Debate sobre a gordofobia no Brasil

Enviada em 19/10/2021

Padrões estéticos existem desde a antiguidade do mundo, e transformam-se conforme a mudança de cultura, região, ou moda. A gordofobia traz em conjunto o preconceito, ignorância e padrões de beleza, por isso, é necessário debater sobre as consequências advindas dessa discriminação, como a falta de acesso para pessoas obesas e a banalização que sofrem diariamente.

Em princípio, a sociedade foi construída em volta do “belo e estético”, dificilmente encontra-se modelos plus size para representar grandes empresas, ganhando apenas pequena notoriedade dez anos atrás. De acordo com uma entrevista pela Elle View, consumidores da Shein acima do peso reclamam do pouco conteúdo de roupas entre os tamanhos 50 e 52 nas marcas de slow fashion, “É ignorância pensar que gordos não pensam em sustentabilidade, mas a maioria das marcas slow fashion atende pessoas de tamanho 40, 42, no máximo. Eles deixam todo um público de fora”, fala Flávia Durante.

Ademais, o problema não é apenas a vestimenta, mas também em situações que deveriam ser consideradas parte do dia a dia, a obesidade afeta a mobilidade urbana. Os veículos não são inclusivos nas catracas, onde há resistência ao passar, e também nos assentos, que são modelados para pessoas magras. Daniel Gezoni, defensor público, declara: “O serviço do transporte coletivo é instrumento fundamental para o cumprimento das funções sociais e econômicas do Estado. […] Porém, utilizar um transporte público ainda tem sido um momento de constrangimento para quem se encontra acima do peso, por conta das dificuldades de utilizar a catraca”

Portanto, é necessário reaver os preconceitos estabelecidos pelos brasileiros, a mudança deve iniciar desde a infância, tendo o Ministério da Educação sendo responsável por determinar os conteúdos ensinados para as crianças, assim, criando um Brasil inclusivo. Um mundo justo e voltado ao bem-estar social é criado a partir de uma comunidade sem repressão.